Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
quarta-feira, 13 de março de 2019
Luto por Suzano
#Luto pelas mortes em Suzano-SP, não consigo imaginar a dor dos pais e familiares, luto após luto nesse país, haja coração. Tá passando da hora de verdadeiramente acolhermos nosso próximo, de prestarmos atenção uns nos outros, nas suas carências, de ouvir, aguçar o espírito da bondade, do amor, da generosidade. Sei que a perplexidade é tanta que não encontramos explicação, a tendência é pensar em morte "ah se alguém tivesse uma arma também..." mas a história mostra que isso não funciona para barrar a violência, temos que modificar nosso modo de agir enquanto sociedade; em alguns lugares do mundo, como nos EUA por exemplo, tragédias como essa são corriqueiras e isso vem se pontuando na nossa realidade já a umas três décadas, aos poucos toda a forma de ódio está mais frequente, haja vista as agressões e mortes corriqueiras especialmente de mulheres e LGBTs, negros, índios, quilombolas, de membros dos movimentos sociais. O ódio caminha e cresce; talvez pela desigualdade, pelo consumismo excessivo, pelos jogos eletrônicos, pela alienação das pessoas, especialmente dos jovens devido aos muitos estímulos visuais que recebem, pela tal falta de limites, pela falta de amor e carinho na infância, pela falta de diálogo, etc. vai saber, arrisco a dizer que é um pouco de tudo isso e mais o discurso de ódio, gesto de arminha inclusive das mãos de cristãos. O fato é que o mundo mudou, desde sempre, e fomos nos perdendo do que somos, nossa essência, o que nos faz humanos. Que sejamos atentos a essas questões, talvez seja o caminho.#maisamorporfavor #nãoasarmas #maisatençaoaeducação, #Lutemospelavida, #espalheamor.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
Carolina
Após a leitura do livro de Carolina Maria de Jesus, Quarto de Despejo, uma coletânea de diários escritos por ela na década de 50, eis que andando no centro da cidade do Rio de Janeiro, deparei-me com uma pessoa semelhante ao imaginário que fiz dela, parecia que havia me encontrado. Ela me abordou e como sempre meu primeiro ímpeto foi dizer: Desculpe estou com pressa! Porém, nossos olhos se encontraram e a ouvi: Tia a senhora é como eu, olhe para mim e me entenderá, saberá o que passo, o que sinto; ninguém me enxerga tia; e chorando, olhos nos olhos continuou, já não aguento mais o sofrimento, a fome, estou com fome tia, muita, tenho fome de comida, não sei o que é um prato de comida há dias. Negra, jovem, o corpo dava para ver as veias saltadas de tão magro, cabelo desgrenhado, vestido vermelho de malha estampado de um ombro só, sem seios, pés descalços naquele asfalto quente. Pela forma de pronunciar as palavras vi que não era inculta não. Pensei: R$20,00 deve dar para pagar uma refeição. Abri a bolsa tranquilamente, peguei na carteira, sem medo algum, o dinheiro e lhe dei. Ela pegou o dinheiro com cuidado, agradeceu e sem jeito falou: Desculpe a senhora teria mais R$4,00? Porque assim compro duas quentinhas, uma levo para minha mãe. Falei: Você não está me enganando né? Seja honesta. Ela: Não Tia essa qualidade é a única coisa que me resta, a de dizer a verdade, ser sincera. Peguei mais R$6,00 que tinha e lhe dei e falei com os olhos marejados: Acredito em você, vá se alimentar. Ainda a acompanhei com o olhar até uma lanchonete do outro lado da Av. Rio Branco antes de seguir apressada com meus afazeres e pensando: Não acredito em toda e qualquer notícia que vejo na internet, em políticos salvadores da pátria e que fazem promessa não, mas um olhar como aquele acredito, me consterna, dá vontade de levar pra casa, dar banho, lavar-lhe os cabelos, adotar, e vê-la caminhar de cabeça erguida como um ser de Deus. Uma refeição no dia de hoje, amanhã como será? Como conseguirá sair desse círculo de fome?
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Conversa com o filho
Conversa aleatória com o filho de manhã e outras que gostaria de dizer: Ele tem 25 anos, está gripado, com uma tosse que preocupa. Vou fazer café, mas a água se transforma em chá contra gripe para ele. Rimos e digo, filho quando eu não estiver mais aqui você se lembrará de mim? Claro mãe. Vai se lembrar de botar camisa quando faz frio e tirar quando faz calor? Vou mãe. De não ficar com os pés no chão frio quando estiver gripado? Vou mãe. De comer com moderação e tomar cuidado com o que come? Por exemplo comer menos cachorro quente e refrigerante nas festas? Vou mãe, e quando comer algo bom vou lembrar que você gostaria de comer um pedaço comigo. Filho, você irá ficar atento a tudo que ronda seu coração, às mensagens ruins contrárias ao amor ao próximo? Ficará afastado de armas e todas as coisas que humilham e entristece o coração das pessoas? Faço isso sempre mãe quando leio algo na internet, quando estou com meus amigos, na rua, no trabalho, em todo lugar. Eu confio em você, hein Filho? Eu também em você mãe, a sinto sempre comigo. Emocionada e feliz aqui.
A cor da resistência
Sempre fui essa branca, cor de burro quando foge, com esse cabelo sarará, crespo quase pichainho, e sempre ouvi indiretas para alisar o cabelo, que cabelo liso é cabelo bom, etc. Houve um tempo em que induzida por tais preconceitos, alisava, aloirava o cabelo, sem perceber disfarçava vestígios de minha origem, como eu era, algumas nem se dão conta que não se aceitam e por isso ainda se escondem; mas nada se compara ao estigma, à dor de quem tem a pele negra, os traços da negritude. Pois hoje, se houvesse mágica queria que Deus jogasse um balde de tinta em mim, me fizesse com a pele bem pretinha, bem retinta pra fazer conjunto com meu cabelo, me enfeitaria com as cores mais belas, passaria óleo e hidratante pra cuidar dela e ficaria bem reluzente, cuidaria mais do meu corpo, ressaltando todos os meus traços, me esforçaria ainda mais para ficar bem pertinho dessa gente ruim que tudo faria para me diminuir, minha satisfação seria desfilar na cara dele/dela, da sociedade inteira, as faria vomitar toda a sua repulsa, até passarem mal. Gente ruim, mais ainda quando acham que é mimimi, mais ainda são aqueles que esqueceram de si, de seus ancestrais, de sua origem, de sua história e fazem papel do feitor, do capitão do mato, do dono do engenho, do dono de escravos. Esses que me fazem chorar hoje, haverão de queimar no quinto dos infernos. Ah se vão! Praga de mãe é bendita e forte.
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
Pegue suas armas
Meu coração sangra, quase ouço os gritos dos excluídos ao ler as notícias que me chegam pelas redes sociais, sim, no momento essas são como as vielas das favelas a escoar as dores, a opressão, o medo, o pranto. É possível ver o olhar frio, inerte, a arma, o dedo no gatilho e o tremor, o pavor nos becos. Todos somos vítimas, alguns mais que outros por certo. Triste destino. Destino? O que leva alguém a nascer pobre, favelado? Ou se tornar... a carregar as mazelas do mundo? É pertinente que continue assim, afinal em quem se irá pisar, lançar um olhar de desprezo se todos tiverem igualdade social? Sobre os ombros de quem se atribuirá a culpa que não é minha, mas que é sua? Afinal quem mandou nascer pobre? Pobre tem mais é que aguentar mesmo e calado sem reclamar. Vá meu filho, minha filha, continue sendo subserviente, você não tem direito a se divertir, no máximo trabalhar e olha lá! Vá, acorde cedo esqueça o que viu, cuidado para não perder o horário do ônibus, foque no trabalho, não olhe pra trás. Querendo ou não, o trabalho é a única coisa que te mantém vivo/viva. Vez ou outra, além da notícia que corre pelas redes, é possível ouvir os pipocos, fuzil? Nossa, muito tiro, que arma será? Não passe por lá, melhor não sair, quem tá dentro não sai, quem tá fora não entre, não passe perto, ignore, caramba! Um bando de garotos, com armas maiores que eles, foi o que ouvi dizer, como pode? Como essas armas chegam? Ué, não é proibido? Ah é o tráfico, eles conseguem qualquer coisa... eles quem? Os pobres, os favelados? Sim, quer dizer não, sei lá... forças poderosas estão por trás, financiando, controlando, matando, ganhando com isso. Sim, muito dinheiro circula, que mal há que os pobres morram? Que essa rapaziada morra? Afinal qual perspectiva têm? Atrás de um, há um monte, vão chegando gente, escolham sua armas.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Torre de Babel
Uma das passagens bíblicas cita a “torre de babel”, onde as pessoas falam várias línguas e não se entendem, já naquele tempo chamava atenção essa característica humana, a dificuldade de comunicação; cada pessoa quer à sua maneira falar, dizer o que pensa; porém não ouve, não escuta, não fica atenta aos sinais, à expressão corporal, à entonação, às vírgulas, aos pontos. Daí o que se vê são vozes alternadas, descompassadas, alteradas, gritos, xingamentos, agressões. Vozes faladase/ou escritas expressas de modo físico ou virtual. Agressões virtuais, físicas. No tempo atual, com o advento dos computadores, cabos de rede e yos várias meios de comunicação à distância (virtuais), a chamada internet em muito facilitou o envio e troca de informações, porém quando trata-se de exposição de ideias, opiniões pessoais, a dificuldade de comunicação aparece de forma mais acentuada. Esse talvez seja o grande desafio da humanidade ou seja, que os seres humanos consigam se comunicar de forma clara, inteligível, que exponham sua real intenção, a mensagem que se quer transmitir. A chamada mídia (jornais, revistas e outros impressos, televisado e da internet ou seja, meios de divulgação de notícias, fatos e informações de interesse público) contribuem de forma irrelevante para a mitigação do problema pois ao escrever as matérias, poucas pessoas têm o cuidado exigido para com a escrita. Ou seja, cada vez menos as pessoas estão se comunicando. Junte-se a isto o fato da mídia procurar atender aos grandes grupos econômicos, seus financiadores, seguem com passatempos, futilidades e distorcem a notícia, capricham na manchete, aproveitando se do fato histórico do pouco hábito de leitura das pessoas e assim cumprem seu papel, de passar mensagens subliminares, tendenciosas de forma atender seus interesses, a chamada manipulação das massas.
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Procurando alegria
Procurando alegria, onde estás querida? Porque não me encontras? Sei que estás por aí, nas coisas simples do dia a dia, bora procurar.
Todos os dias
Todos os dias, o mesmo ritual. Higieniza o corpo, hidrata o corpo, o rosto, se embeleza, coloca um sorriso, olha a "cara" do dia, o humor, coloca um pouco de cor, e sai pra vida, porque do contrário não seria vida, seria uma coisa amorfa, sem dor, sem riso, sem risco, sem luz, porque a luz que você vê é a que você carrega e que emana do outro, que faz com que não importa a "cara" do dia, é você que o faz bom ou ruim. Sim, você tem esse poder.
Conselho
Ao menor sinal de desânimo, dê o primeiro passo, coloque-se em movimento e as boas energias surgirão. Ouça o som dos passarinhos, estão fazendo uma sinfonia pra você. Veja o colorido, um broto, uma flor surge em algum lugar. Vez em quando mergulhe na escuridão, mas vá de encontro ao sol, esse movimento nos faz renascer a cada manhã.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Causo moderno
A história se passa em uma marmoraria, o ambiente é descontraído, muitos homens, machões, com fama de pegadores, sabem como é, não podem ver mulher... Joãozinho é um fanfarrão, diz que não gosta da mulher que mora com Ele, que tá com Ela só porque o filho é especial e Ela é totalmente dependente dele, mas segundo ele, mesmo assim se pegam de vez em quando. O Zé ficou viúvo duas vezes, não teve sorte segundo Ele, mas é namorador, adora uma novinha, uma conquista. Zé vez ou outra está com o celular na mão, só no ZAP ZAP, outro amigo curioso provoca: e aí Zé, só zapeando, qual a novidade da vez? Zé não quer mostrar, e na brincadeira/provocação, o amigo toma-lhe o celular, vê coraçõezinhos, beijinhos, palavras sedutoras, apaixonadas, e continua a provocação. Ãh agora quero ver quem é, humm até que é bonitinha, você não é mole não. Olha aí pessoal, maior gata. Outro colega vê a foto, e com ar de espanto diz: Conheço essa aí, é a mulher do Joãozinho! Gargalhadas, gozação geral com a cara dele, chamam-no de corno, chifrudo e outros termos pejorativos. O clima esquenta, Joãozinho parte pra cima do Zé, bate, xinga, a turma tenta apartar. A chefe, ouvindo e vendo a confusão, bota ordem no pedaço, Ela que sabe a história de todos chama o Zé num canto e conversa com Ele: Zé você também hein? Tinha hque pegar a mulher do cara que trabalha com você? e outr, você pelo menos usou proteção? Não, né? Ela sabe que você tem AIDS? Que você já perdeu duas esposas devido a essa doença? Falar e nada é a mesma coisa, Ele não tá nem aí. Joãozinho por sua vez, chegou em casa e desceu o cacete na mulher, e esta disse que quis sacaneá-lo mesmo, dar-lhe o troco, para ele deixar de ser galinha. Zé no dia seguinte vai armado pro trabalho, para matar o João. Confusão, polícia e demissão de ambos. Tempos depois a patroa em uma festa, conversa com outra mulher e esta está feliz porque a filha que tem dois filhos e é sozinha finalmente encontrou uma pessoa de bem, um cara boa pinta, simpático, o José seu ex funcionário. A patroa explica que Ele já não trabalha com Ela e pergunta se a filha sabe que ele tem AIDS, desespero da outra, acabou a festa pra Ela. A patroa ainda quer ter oportunidade de reencontrar o João e contar pra Ele sobre a possibilidade de Ele e/ou a mulher terem pego AIDS para que ambos procurem um médico para investigar e se tratarem. Enfim, esse Zé vou te contar, não é mole não, é um conquistador mesmo, um Zé mané, e pensar que como Ele e o João há muitos por aí. É fulano que come sicrana, que dá praqueleoutro, um pega pega geral, uma suruba só, e a AIDS silenciosa corre solta por aí e os valores, a auto estima se esvaindo também.
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terça-feira, 3 de julho de 2018
A Carta
Uma carta.
Procuro palavras não as encontro, então vão meio atropeladas mesmo. Sei que às vezes quando a pessoa que não se ama, não tem auto estima e não se valoriza o suficiente, fica procurando se encontrar; e algumas tendem a dar ouvidos a qualquer canto de sereia. A fábula da sereia é mais ou menos como a do lobo, que para os ouvidos dos incultos são uma armadilha. O ser é envolvente, diz as coisas que você quer ouvir, pressente que você está carente, perdida e como um(a) predador(a) que é, envolve a presa numa armadilha, às vezes sem volta. Por isso as palavras que quero lhe transmitir são as seguintes: Você mal conheceu alguém e o/a acha tão interessante a ponto de se dizer apaixonada(o), e já está envolvida a ponto de não ver mais nada. Mais uma vez não quer dar ouvidos às pessoas que te amam, né? Até já está pensando em se juntar a Ele(a) ainda que vários sinais lhes diga que não. Claro, você pode fazer isso. Acha que não deve satisfação a ninguém, afinal a vida é sua. É auto suficiente... . Muito bem, em algumas coisas tenho que concordar, afinal você não é mais nenhuma criança (embora aja como tal) a escolha é tua, sempre é; porém antes de fazer qualquer coisa proponho-lhe um exercício: Olhe para dentro de si mesma(o) olhe quem você é, aonde chegou, aonde poderá chegar, olhe o que quer construir pra sua vida, olhe para quem verdadeiramente te acompanha, para as criaturas que te amam, que precisam de você e que sejam prioridade na sua vida; feito isso, agora olhe para essa outra pessoa; que te lança olhares, te envolve com elogios, que acaricia teu corpo de modo sedutor, que lhe quer de qualquer maneira, que você acabou de conhecer. Olhe, olhe friamente e com um certo distanciamento analise: Quem é ele(a), quais seus hábitos, como ocupa seu tempo, quais suas reais intenções, qual seu círculo de amizade, que tipo de ambiente frequenta, tem sonhos, trabalha por eles? Feito isso e se ainda assim o quiser, fazer o quê não é, "é por sua conta e risco", só não envolva gente inocente. Concluindo, tenho certeza que após esse exercicio, duvido que você inteligente como é, insistirá nessa ou em outra qualquer relação parecida. Irá dar um tempo, um bom tempo para seu crescimento e fortalecimento pessoal, irá se amar; muito a ponto de encontrar sua paz interior, a paz que tanto procura, portanto fique calma(o), firme, tranquilo, é difícil sei, mas é preciso para sua felicidade; permita se conhecer melhor a si mesma(o), assim não irá entregar-se facilmente a qualquer pessoa, afinal você não é algo exposto na vitrine para quem queira, levar. Acredite, Você é um ser precioso, a força está contigo. A casa da gente é um santuário, cuidemo-na.
Egoismo e abandono
"O que os olhos não vêem o coração não sente" e assim muitos e muitas continuam a praticar coisas nem sempre louváveis, algumas até abomináveis, e muitos percebem e fingem que não vêem. Vamos tocando a vida, cuidando do próprio umbigo, preocupamos com a vida dos outros, mas ações reais de orientação e ajuda pouco se faz e no final acredite não está na sua vontade querer que a pessoa faça ou deixe de fazer alguma coisa, e ela fará de uma forma ou de outra se decidir, afinal tudo foi/ é somente por sua conta, não é? As pessoas estão abandonadas à própria sorte, crianças ou não. Se você tem estrutura, apoio e orientação espiritual,valorize e dê se por feliz.
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Festa
É tanta notícia ruim e triste que quanto mais ouço, mais e mais quero fazer festa, para espantá-las e valorizar as boas.
Sorriso, minha arma
O sorriso é minha arma, com ele supero a dor da saudade, das partes de mim espalhadas. Sigo com um sorriso na cara e com o coração enorme de carinho contido, guardado. Ah aguarde-me. Quando chegar, haverá uma profusão de alegria, quero todo o amor extravasado, sem moderação.
Sou daquelas
Sou daquelas que fica procurando no dia a dia as coisas boas, atenta às sensações da pele provocadas pelo vento, pelo sol, pela chuva; que aprecia a lua, o som da música, dos passarinhos e seu revoar, o sobrevoo e beleza das borboletas, que gosta de cor, de toda a cor e especialmente que gosta de gente, de ficar rodeada de gente, do mistério e possibilidade de descobertas que cada ser carrega, e por isso aprecia uma boa conversa, da riqueza que é descobrir e partilhar um pouquinho da experiência de cada um/uma. Sou alguém que ama a vida, adora abraços e beijos e por isso ama fazer aniversário. Gratidão a Deus pela oportunidade de ver a luz do dia e o cair da noite e todas as nuances que o dia a dia traz, por me manter no jogo da vida ainda e um pouco mais, quero mais, permita-me Senhor!
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Dia a dia
A gente acorda, a gente levanta, a gente dorme, e nesse ínterim nos damos conta que tivemos uma vida intensa, vimos e vivemos muita coisa boa. Vez ou outra vejam as fotografias. É uma viagem.😉
terça-feira, 19 de junho de 2018
Brechas do tempo
Capture as brechas do tempo para as demonstrações de afeto, para a presença, o abraço, o toque, um sorriso, uma conversa afável. Eles te alimentarão o resto do dia, o dia seguinte, a semana, a sua vida inteira.
Sobre a opção de ser mãe
Dizem que há mães que não querem seus filhos, os rejeitam, os abandonam. Sei que há. Há. No fundo no fundo o que elas têm é medo, medo do turbilhão de emoção que esse nome carrega, de sua imensidão. Têm medo de não darem conta, e muitas vezes não dão mesmo, pois muitas não sabem lidar até mesmo com o que não tiveram, amor; ou com o que tiveram, provações; situações de abandono, violência. É verdade que é possível evitar filhos, a forma mais efetiva sabemos, é não ter relações sexuais com homens. Se isso ocorrer, o risco há, ainda que tenha todo um aparato de coisas para evitá-los. Sabemos também que nem sempre isto é evitável, Mulheres vocês sabem. Sabemos também que um filho, (há umas poucas mulheres que os bancam sozinhas), reclamam também um pai, no sentido da palavra. Perdoem-me mas por mais heroína que uma mulher seja, ser mãe é algo difícil, exige abdicação, desprendimento, amor para além de si mesmas; é deixar parte de você para ser o outro, nem todas tem a força, a fé e coragem necessárias especialmente se estiverem sozinhas. Portanto mulheres, mães ou não, que se acham auto suficientes, sejam condescendentes, tenham empatia com as outras mulheres que não são fortes, fervorosas, esclarecidas como você, procurem conversar com as mulheres ainda meninas, orientem-nas, acolham-nas, ensinem-nas a se amarem, a se respeitarem, que sintam orgulho da sua condição de mulher, transmitam-lhe coragem para enfrentar as situações adversas, não as deixem sozinhas (não fiquemos sozinhas) em que situação for, não condenem, não as julguem (esse papel não cabe a você), mas antes sejamos solidárias. E homens não falem do que não conhecem. Sejam homens, parceiros, responsáveis, respeitem o sagrado feminino; e se fertilizarem uma mulher, cumpram seu papel de homem e seja um Pai. Talvez assim, um dia nenhuma mulher e homem pratiquem o aborto de um feto, sim feto, (Filho desde o início ou após e sempre quando é acolhido no coração), e de crianças nascidas como as que vemos nas ruas e orfanatos abandonadas à própria sorte. Que Deus me perdoe por pensar e divulgar meu pensamento e talvez chocá-lo(a) por ele.
domingo, 17 de junho de 2018
Sobre amizade, sonho e amor
A música A Lista, do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, que aprecio ouvir, recomenda: "Faça uma lista de grandes amigos, quem você mais via há dez anos atrás;quantos você ainda vê todo dia; quantos você já não encontra mais. ..." Me fez refletir o seguinte: Todos os meus grandes amigos estão aqui, ou por aí, não estão perdidos, são conscientes de nossa amizade, não nos encontrarmos mais é consequencia do destino, que faz com que sigamos um caminho que muitas vezes tornam os encontros escassos ou impossibilitados por questões várias. Homens e mulheres somos seres errantes, a caminhar muitas vezes sem rumo, e como flores vamos deixando sementes por onde passamos, sim, quero falar das coisas boas, das sementes que germinaram, que cresceram, que continuam o ciclo da vida, ou seja, espalhamos sementes, que levadas pelo vento, pelos passarinhos e outros animaizinhos da natureza, novas sementes são germinadas e florescem ao longo do tempo. Assim são as amizades, as verdadeiras amizades, as que ficam para sempre; ou seja, não ver um amigo, até mesmo não reencontá-lo mais, é um detalhe, às vezes doloroso devido à saudade que nos trai, mas hoje ao reavivar as lembranças do tempo, vejo que por onde passei a terra foi fértil, e para celebrar a amizade; vez ou outra fazemos festa para motivar o encontro, o abraço, e nesse momento com gratidão vejo que o espaço é insuficiente para comportar todos os que gostaria que estivessem nesse lugar, que meu pensamento o/a encontre onde estiver. Continuando com a música, a segunda estrofe diz: "Faça uma lista dos sonhos que tinha; quantos você desistiu de sonhar, quantos amores jurados pra sempre; quantos você conseguiu preservar".?. Houve um tempo em que não me era permitido sonhar, muitos sabem o que é isso, é uma força invisível, uma barreira imposta aos indivíduos pobres ou com determinados estereótipos e/ou características, cujos códigos sociais visam a os limitar, a condicioná-los a um lugar sem sonhos, a uma condição de vida pré-estabelecida; mas fui/sou/somos ousados, desobedientes e nos atrevemos a sonhar, a acreditar, a realizar, os amigos que me acompanham todos são assim, realizadores, insistentes, persistentes, tem fé, gostam da peleja da vida, que retroalimenta em vida. Momento vaidade: Certa vez recebi (pasmem, de meu patrão) um presentinho e uma frase escrita em um papel, (famosa,porém desconheço a autoria) "Não sabendo que era impossível, Ela foi lá e fez." Chorei. Após vários sonhos realizados, (alguns nem sabia que tinha e aconteceram) tento sonhar com responsabilidade (se é que seja possível). Há uma frase (não consegui comprovar a autoria) que vez ou outra me ocorre que é mais ou menos assim: "Seja responsável por seus sonhos, eles podem se realizar "é algo como um aviso; cuidado para não conseguir algo que não possa suportar/carregar, evite os escessos, o desperdício, a felicidade está nas coisas descomplicadas/simples. Mas sigo sonhando sonhos possíveis e impossíveis também (alguns sem saber, vai que?) Quanto aos amores jurados e preservados (de que tipo de amor falamos? Se toda a forma de amor vale a pena?) De qualquer forma sinto-me uma privilegiada de ter um amor, cujas juras foram feitas há trinta anos e se Deus quiser me acompanhará até o fim dos meus dias. Sigamos.
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sábado, 9 de junho de 2018
Madrugada difícil
Madrugada difícil. O cansaço venceu. Bendito seja. Os pensamentos ainda estão embolados. Impressiona-me os dados da violência, uma pessoa assassinada a cada nove minutos no país no último ano 2017. A você não impressiona? Você não se vê ou a um dos seus nesses números? Olha quero te dizer não mas é um risco enorme. A história do país mostra que lamentavelmente sempre foi assim, sempre se matou muito, os Brasileiros e Brasileiras acostumaram-se a isso, a ver o sangue correr, não é a toa que os jornais vendem a notícia, os programas de TV exploram as cenas, as rádios também, e assistimos impassíveis e muitas vezes aplaudimos dizendo: Isso! bandido bom é bandido morto. Será, isso mesmo? São aproximadamente cento e setenta pessoas mortas diariamente, um avião fretado que cai matando dezenas de pessoas todos os dias, é uma tragédia sem tamanho, é a banalização da vida, é a falência do estado, que não consegue, melhor dizendo não gere, não quer gerir adequadamente os recursos da Educação, segurança, saúde e alimentos da sociedade. Elementos básicos prescritos na Carta Magna, a Constituição federal. E não é por incapacidade, é por desinteresse mesmo de seu povo, que não querem saber de política, falar sobre política. Como? se somos seres políticos em nossa essência? Se fazemos isso rotineiramente para sobreviver desde que nascemos? Somos um povo que elegem maus políticos, que se deixam enganar por um afago no ombro, um sorriso com dentes perfeitos, o cabelo escovado, o carro importado, o terno bonito, o relógio e celulars bacanas exibidos, que tem preguiça de pensar, se deixam levar por frases de efeito, por quem fala o que querem ouvir, jargões, soluções rápidas, tipo, exterminar tudo o que não presta, vamos proteger as pessoas de bem. Quem são pessoas de bem? Que elementos você tem para dizer que Eu, você ou fulano é bom ou ruim? Será que o mau é só quem explicitamente assalta? Lhe agride fisicamente? Ou lhe xinga? O que faz com que isso ocorra? Que capacidade de julgamento temos? Não seria melhor prover tratamento distinto a todos e todas, meios de dignamente cada um, Um e um, uma e uma, um e uma, prover suas necessidades básicas? Não é isto que pessoas humanas fazem? Cuidam uma das outras, especialmente os pobres, os desvalidos, os incapacitados? Atrevo-me que para nosso bem, atentemos para os programas de governo dos candidatos.
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