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terça-feira, 3 de julho de 2018

A Carta

Uma carta.

Procuro palavras não as encontro, então vão meio atropeladas mesmo. Sei que às vezes quando a pessoa que não se ama, não tem auto estima e não se valoriza o suficiente, fica procurando se encontrar; e algumas tendem a dar ouvidos a qualquer canto de sereia. A fábula da sereia é mais ou menos como a do lobo, que para os ouvidos dos incultos são uma armadilha. O ser é envolvente, diz as coisas que você quer ouvir, pressente que você está carente, perdida e como um(a) predador(a) que é, envolve a presa numa armadilha, às vezes sem volta. Por isso as palavras que quero lhe transmitir são as seguintes: Você mal conheceu alguém e o/a acha tão interessante a ponto de se dizer apaixonada(o), e já está envolvida a ponto de não ver mais nada. Mais uma vez não quer dar ouvidos às pessoas que te amam, né? Até já está pensando em se juntar a Ele(a) ainda que vários sinais lhes diga que não.  Claro, você pode fazer isso. Acha que não deve satisfação a ninguém, afinal a vida é sua. É auto suficiente... . Muito bem, em algumas coisas  tenho que concordar, afinal você não é mais nenhuma criança (embora aja como tal) a escolha é tua, sempre é; porém antes de fazer qualquer coisa proponho-lhe um exercício: Olhe para dentro de si mesma(o) olhe quem você é, aonde chegou, aonde poderá chegar, olhe o que quer construir pra sua vida, olhe para quem verdadeiramente te acompanha, para as criaturas que te amam, que precisam de você e que sejam prioridade na sua vida;  feito isso, agora olhe para essa outra pessoa; que te lança olhares, te  envolve com elogios,  que acaricia  teu corpo de modo sedutor, que lhe quer de qualquer maneira, que você acabou de conhecer. Olhe, olhe  friamente e com um certo distanciamento analise:  Quem é ele(a), quais seus hábitos, como ocupa seu tempo, quais suas reais intenções, qual seu círculo de amizade, que tipo de ambiente frequenta, tem sonhos, trabalha por eles?  Feito isso e se ainda assim o quiser,  fazer o quê não é, "é por sua conta e risco", só não envolva gente inocente. Concluindo, tenho certeza que após esse exercicio, duvido que você inteligente como é, insistirá nessa ou em outra qualquer relação parecida.  Irá dar um tempo, um bom  tempo para seu crescimento e fortalecimento pessoal, irá se amar; muito a ponto de encontrar sua paz interior, a paz que tanto procura, portanto fique calma(o), firme, tranquilo, é difícil sei, mas é preciso para sua felicidade;  permita se  conhecer melhor a si mesma(o),  assim não irá entregar-se facilmente a qualquer pessoa, afinal você não é algo exposto na vitrine para quem queira, levar.   Acredite, Você é um ser precioso, a força está contigo. A casa da gente é um santuário, cuidemo-na.

Egoismo e abandono


"O que os olhos não vêem o coração não sente" e assim muitos e muitas continuam a praticar coisas nem sempre louváveis, algumas até abomináveis, e muitos percebem e fingem que não vêem. Vamos tocando a vida, cuidando do próprio umbigo, preocupamos com a vida dos outros, mas ações reais de orientação e ajuda pouco se faz e no final acredite não está na sua vontade querer que a pessoa faça ou deixe de fazer alguma coisa, e ela fará de uma forma ou de outra se decidir, afinal tudo foi/ é somente por sua conta, não é? As pessoas estão abandonadas à própria sorte, crianças ou não. Se você tem estrutura, apoio e orientação espiritual,valorize e dê se por feliz.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Amor aos olhos de uma criança

ELe tinha uns 8 anos e perguntou-me quem Eu amava e de forma direta e simples para que entendesse fui pontuando: Eu amo você, sua irmã, seu Pai, sua avó, minha mãe, meus irmãos, ... . Curiosa retruquei e você quem você ama? Pois Eu mãe, amo todas as coisas desse mundo, aquelas que conheço e não conheço também. Nesse dia me senti envergonhada e pequena; recebi uma lição que serve para mim até os dias de hoje e vez ou outra rememorizo para não esquecer e amar sem seleção e tentar olhar o mundo com os olhos de uma criança.