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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Todos os dias

Todos os dias, o mesmo ritual. Higieniza o corpo,  hidrata o corpo, o rosto, se embeleza,  coloca um sorriso, olha a "cara" do dia, o humor, coloca um pouco de cor, e sai pra vida, porque do contrário não seria vida, seria uma coisa amorfa, sem dor, sem riso, sem risco, sem luz, porque a luz que você vê é a que você carrega e que emana do outro, que faz com que não importa a "cara" do dia, é você que o faz bom ou ruim. Sim, você tem esse poder.

terça-feira, 3 de julho de 2018

A Carta

Uma carta.

Procuro palavras não as encontro, então vão meio atropeladas mesmo. Sei que às vezes quando a pessoa que não se ama, não tem auto estima e não se valoriza o suficiente, fica procurando se encontrar; e algumas tendem a dar ouvidos a qualquer canto de sereia. A fábula da sereia é mais ou menos como a do lobo, que para os ouvidos dos incultos são uma armadilha. O ser é envolvente, diz as coisas que você quer ouvir, pressente que você está carente, perdida e como um(a) predador(a) que é, envolve a presa numa armadilha, às vezes sem volta. Por isso as palavras que quero lhe transmitir são as seguintes: Você mal conheceu alguém e o/a acha tão interessante a ponto de se dizer apaixonada(o), e já está envolvida a ponto de não ver mais nada. Mais uma vez não quer dar ouvidos às pessoas que te amam, né? Até já está pensando em se juntar a Ele(a) ainda que vários sinais lhes diga que não.  Claro, você pode fazer isso. Acha que não deve satisfação a ninguém, afinal a vida é sua. É auto suficiente... . Muito bem, em algumas coisas  tenho que concordar, afinal você não é mais nenhuma criança (embora aja como tal) a escolha é tua, sempre é; porém antes de fazer qualquer coisa proponho-lhe um exercício: Olhe para dentro de si mesma(o) olhe quem você é, aonde chegou, aonde poderá chegar, olhe o que quer construir pra sua vida, olhe para quem verdadeiramente te acompanha, para as criaturas que te amam, que precisam de você e que sejam prioridade na sua vida;  feito isso, agora olhe para essa outra pessoa; que te lança olhares, te  envolve com elogios,  que acaricia  teu corpo de modo sedutor, que lhe quer de qualquer maneira, que você acabou de conhecer. Olhe, olhe  friamente e com um certo distanciamento analise:  Quem é ele(a), quais seus hábitos, como ocupa seu tempo, quais suas reais intenções, qual seu círculo de amizade, que tipo de ambiente frequenta, tem sonhos, trabalha por eles?  Feito isso e se ainda assim o quiser,  fazer o quê não é, "é por sua conta e risco", só não envolva gente inocente. Concluindo, tenho certeza que após esse exercicio, duvido que você inteligente como é, insistirá nessa ou em outra qualquer relação parecida.  Irá dar um tempo, um bom  tempo para seu crescimento e fortalecimento pessoal, irá se amar; muito a ponto de encontrar sua paz interior, a paz que tanto procura, portanto fique calma(o), firme, tranquilo, é difícil sei, mas é preciso para sua felicidade;  permita se  conhecer melhor a si mesma(o),  assim não irá entregar-se facilmente a qualquer pessoa, afinal você não é algo exposto na vitrine para quem queira, levar.   Acredite, Você é um ser precioso, a força está contigo. A casa da gente é um santuário, cuidemo-na.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Sobre a opção de ser mãe

Dizem que há mães que não querem seus filhos, os rejeitam, os abandonam. Sei que há. Há. No fundo no fundo o que elas têm é medo, medo do turbilhão de emoção que esse nome carrega, de sua imensidão. Têm medo de não darem conta, e muitas vezes não dão mesmo, pois muitas  não sabem lidar até mesmo com o que não tiveram, amor; ou com o que tiveram, provações; situações de abandono, violência. É verdade que é possível evitar filhos, a forma mais efetiva sabemos, é não ter relações sexuais com homens. Se isso ocorrer, o risco há,  ainda que tenha todo um aparato de coisas para evitá-los. Sabemos também que nem sempre isto é evitável,   Mulheres vocês sabem. Sabemos também que um filho, (há umas poucas mulheres que os bancam sozinhas), reclamam também um pai, no sentido da palavra. Perdoem-me mas por mais heroína que uma mulher seja, ser mãe é algo difícil, exige abdicação, desprendimento, amor para além de si mesmas; é deixar parte de você  para ser o outro, nem todas tem a força, a fé e coragem necessárias especialmente se estiverem sozinhas.  Portanto mulheres, mães ou não, que se acham auto suficientes,  sejam condescendentes, tenham empatia com as outras mulheres que não são fortes, fervorosas, esclarecidas como você, procurem conversar com as mulheres ainda meninas, orientem-nas, acolham-nas, ensinem-nas a se amarem, a se respeitarem, que sintam orgulho da sua condição de mulher, transmitam-lhe coragem para enfrentar as  situações adversas, não as deixem sozinhas (não fiquemos sozinhas) em que situação for, não condenem, não as julguem (esse papel não cabe a você), mas antes sejamos solidárias.  E homens não falem do que não conhecem. Sejam homens, parceiros, responsáveis, respeitem o sagrado feminino; e se fertilizarem uma mulher, cumpram seu papel de homem e seja um Pai. Talvez assim, um dia nenhuma mulher e homem pratiquem o aborto de um feto,  sim feto, (Filho desde o início ou após e sempre  quando é acolhido no coração), e de crianças nascidas como as que vemos nas ruas e orfanatos abandonadas à própria sorte. Que Deus me perdoe por pensar e  divulgar meu pensamento e talvez chocá-lo(a) por ele.

sábado, 28 de abril de 2018

Vida

Cada vez mais tenho certeza que essa nossa passagem por aqui é para nos aprimorar enquanto seres humanos, doce mistério esse que nos trouxe a esse mundo, como seres fantásticos que somos e nos pôs a sonhar; desde que respiramos nessa dimensão pela primeira vez, vivemos um mundo de fantasia, ilusão, aqui experenciamos sensações, emoções várias que vão de extrema dor, perplexidade,  raiva, solidão, medo, angústia e paradoxalmente à extrema alegria, amor, amizade, compaixão. Tudo em uma mesma criatura, um mesmo ser e em todas ao mesmo tempo, tudo feito de uma forma tal para que em situações extremas invoquemos a nossa essência, nosso verdadeiro Eu, despido de toda vaidade, orgulho, egoísmo, de todas as máscaras, ao esvaziamento do corpo e que sejamos somente espírito, que nos leve a reconhecer o que realmente importa, o essencial que é invisível aos olhos, o seu desejo de fato, que é manter a essência do que conhecemos como vida.

domingo, 8 de abril de 2018

Uma experiência sugestiva

Vez ou outra é preciso sair de casa, ir ao encontro de pessoas para rir, jogar conversa fora, desopilar a mente; se tiver uma música de fundo, um bom grupo de samba por exemplo, melhor ainda; com uma cerveja gelada para acompanhar, o papo flui descontraído;  estabelece-se laços, projetos são planejados como por exemplo uma viagem partilhada com amigos pela Bielorússia;  por alguns momentos o mundo gira só em torno de coisas que dão prazer, o interessante é que a sensação perdura ainda por alguma horas e ainda que se esteja um pouco altinha atividades corriqueiras como cozinhar por exemplo, tornam-se interessantes pela necessidade de mais que nunca se manter concentrada, coloca-se o óleo com alho na panela e de repente corre atabalhoadamente a colocar o arroz e permanece atenta para não queimar, lembra inesperadamente que apesar do adiantado da hora, quer levar um bolo para o trabalho no dia seguinte, para agradar a uma amiga que faz aniversário. Recita para si própria, bater no liquidicador o óleo, o açúcar, as bananas d'água, e os ovos, um não, três; mistura à parte com a farinha, o fermento, o leite e uma pitada de canela, coloca em forma untada para assar,  por aproximadamente 40 minutos. O corpo malemolente resiste em entregar-se ao doce desejo de dormir pois afinal tem que vigiar o forno para o bolo não queimar, ao longe desejos da ordem dos afetos surge, espera ter disposição para usufruir de todas as boas sensações; dar conta de tudo antes de entregar-se nos doces braços de Morfeu.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Standby

Os pensamentos vagueiam, inconstantes, não se fixam em lugar algum, em ninguém, nenhum propósito, nenhum destino. A pessoa que os carregam, encontra-se assim, em "standby", em compasso de espera, recuperando-se, reunindo forças para continuar, está um pouco cansada das frustrações, de ser a protagonista de tudo. No momento quer ficar quieta, curtindo a paisagem, assistindo o desenrolar dos acontecimentos sem Ela. Olhos curiosos a observam, quanto tempo haverá de ficar assim? Ela ignora, faz o básico. O corpo extravasa  os excessos na forma de dor. Ah como é bom ficar quieta, só consigo mesma.  Humm será que o corpo dói justamente por estar quieto, parado? A planta no vaso também lhe observa, apontando-lhe que também  precisa de cuidado, as raízes estão expostas, precisando de substrato, de mudar de lugar. Há um certo arquivo de papéis precisando ser organizado (aliás dois). É preciso encerrar aquele projeto; há um outro para começar. Amanhã, amanhã talvez.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Olhar feminino

Se uma mulher interessante passa na rua e  especialmente se estiver com as pernas à mostra, dificilmente um homem não torce o pescoço após Ela passar;  é interessante o fascínio que os homens sentem pela figura feminina, por seu corpo (não pensem em termos pejorativos). Agora mesmo observando a cena da janela do ônibus, até desejei ser aquela que passou, olhar de pura curiosidade, admiração. Nós mulheres também os olhamos, só que somos mais dissimuladas  e eles nem percebem, aliás ninguém percebe, só se quisermos transparecer, ao olhar fazemos um raios x  completo, peso, altura, idade, se gosta ou não, intenção, caráter, etc. e a impressão muitas vezes só nós sabemos Kkkkk. Somos terríveis.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Sobre cuidado - 08.12.2016

Pensando aqui que temos que cuidar uns dos outros e também de nós mesmos. Como assim? No dia a dia, tomar conta do ambiente; em um espaço comum, porém de uso coletivo não tem essa coisa de quê os incomodados que se retirem, é fazer sua parte, chamar o outro/a outra à responsabilidade, à ação também, é conversar para que o ambiente seja harmônico a todos, seja no lar, seja no ambiente de trabalho, escola, etc., as vezes é incomodar mesmo, mas onde estiver esteja vivo, atuante. Isso significa trabalho e nesse movimento significa relacionar-se com pessoas, estar atento às demandas do lugar e em quê, no que posso fazer para contribuir; espontaneamente e/ou perguntando mesmo. De outra forma e complementar à primeira, é cuidar de si, não sei de vocês, mas tomando como exemplo a percepção de mim mesma, sinto as vezes uma dualidade, um outro ser em mim. Então, é ficar antenado com meu interior, conversar comigo mesma(o), com esse "ser" que interage/interfere nos meus propósitos, é tomar conta dos meus pensamentos, duvidar de mim mesma(o) Sim porque a gente se trai, esse "ser" as vezes tenta roubar minha/sua paz de espírito, implantar pensamentos auto destrutivos, o desânimo, a tristeza no coração. Então, é olhar-se no espelho, procurar enxergar-se a si no emaranhado de coisas, é desfazer-se do que está morto, velho, descascado, manchado, é enfeitar-se, passar um hidratante no corpo, colocar uma roupa que te identifique, que te faz presença, é pintar a casa, passar um batom, sorrir pra vida, estar aberto às emoções, para o novo, às várias possibilidades; é proteger os pés e o corpo adequadamente para as intempéries da vida, é rever a bagagem, preparar a mochila, continuar o percurso que só Deus sabe, mas confiar, é transpor os pedregulhos mas ficar atento às pérolas do caminho. Raimunda Silva de Santana, inspirada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Descompasso

Aos poucos não se sabe quando, tudo começou a mudar. Os olhos raramente se cruzam, (algumas vezes há até alguma frieza no olhar),  o riso ficou escasso (pelo menos um para o outro), os abraços são raros, as conversas são pontuais e não com alguma impaciência. Há um certo descompasso. Ele quer espaço, têm dificuldade de administrar a atenção que sua família requer e sua atividade profissional exige, tudo se mistura. Vive como se o dia fosse o último, a mente está cheia de compromissos, o tempo é pouco para tantas coisas, tem que dar conta de tudo e de todos e se manter conectado é preciso. Todos o querem e o procuram; é bom se sentir importante, ser notícia, massageia o ego. Ela observa, está ao lado ainda que distante, pois nunca quis ser "uma pedra no meio do caminho de alguém", insatisfeita, com uma certa infantilidade espera pelo "principe" que Ele foi um dia, onde "perdiam tempo" um com o outro, com carinho e longas conversas, vê tudo com uma certa reserva/distanciamento, com ciúmes das coisas que o afastam dela. Fica na retaguarda preservando o sentimento que ainda resta, que os une. O corpo está ávido por carinho e expressões de afeto, não quer o tempo que lhe resta, o fim do dia, quando a noite chega e o corpo está cansado inclusive para a expressão do desejo.