Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Torre de Babel
Uma das passagens bíblicas cita a “torre de babel”, onde as pessoas falam várias línguas e não se entendem, já naquele tempo chamava atenção essa característica humana, a dificuldade de comunicação; cada pessoa quer à sua maneira falar, dizer o que pensa; porém não ouve, não escuta, não fica atenta aos sinais, à expressão corporal, à entonação, às vírgulas, aos pontos. Daí o que se vê são vozes alternadas, descompassadas, alteradas, gritos, xingamentos, agressões. Vozes faladase/ou escritas expressas de modo físico ou virtual. Agressões virtuais, físicas. No tempo atual, com o advento dos computadores, cabos de rede e yos várias meios de comunicação à distância (virtuais), a chamada internet em muito facilitou o envio e troca de informações, porém quando trata-se de exposição de ideias, opiniões pessoais, a dificuldade de comunicação aparece de forma mais acentuada. Esse talvez seja o grande desafio da humanidade ou seja, que os seres humanos consigam se comunicar de forma clara, inteligível, que exponham sua real intenção, a mensagem que se quer transmitir. A chamada mídia (jornais, revistas e outros impressos, televisado e da internet ou seja, meios de divulgação de notícias, fatos e informações de interesse público) contribuem de forma irrelevante para a mitigação do problema pois ao escrever as matérias, poucas pessoas têm o cuidado exigido para com a escrita. Ou seja, cada vez menos as pessoas estão se comunicando. Junte-se a isto o fato da mídia procurar atender aos grandes grupos econômicos, seus financiadores, seguem com passatempos, futilidades e distorcem a notícia, capricham na manchete, aproveitando se do fato histórico do pouco hábito de leitura das pessoas e assim cumprem seu papel, de passar mensagens subliminares, tendenciosas de forma atender seus interesses, a chamada manipulação das massas.
terça-feira, 19 de junho de 2018
Brechas do tempo
Capture as brechas do tempo para as demonstrações de afeto, para a presença, o abraço, o toque, um sorriso, uma conversa afável. Eles te alimentarão o resto do dia, o dia seguinte, a semana, a sua vida inteira.
quinta-feira, 12 de outubro de 2017
Cadê as Crianças?
De repente Ela se vê de volta ao início de sua vida adulta, já havia encontrado o amor e filhos eram um projeto, um desejo. Eles vieram; aliás, um e uma e encheram sua vida de cor, de alegria. Ela sempre teve problemas com o tempo é verdade, sempre pareceu tão curto, tão insuficiente para todas as coisas que gostaria de fazer/de ter feito... Agora por exemplo, onde estão suas crianças? Em que lugar do caminho Elas se foram? Para que afinal queremos ser mães? Ah aquele cheirinho gostoso sem toxinas do bebê, aquele olhar puro e brilhante a chamar de seu, a covinha disfarçada que Ela herdou de Você, o jeito todo seu Dele, a risada que te faz esquecer do mundo, o doce encontro no seu peito, os primeiros passos, o contato com a areia, o ensinar a andar de bicicleta, o controle do próprio medo para que não tenham medo, o "mamãe posso te falar uma coisa" e em resposta "até duas", o olhar cúmplice depois. Ah tempo, tempo, lágrimas me vem aos olhos, é um clichê, mas como passou rápido! Dever cumprido? Parece que sim. Hoje dizem, "Bom dia mamãe? O que vai fazer hoje? Como foi seu dia? Tá tudo bem? Boa noite, Tô indo pra facul, tava na facul, tava com meus amigos ué, talvez Eu durma por lá, tá mãe, eu sei mãe, tentarei não voltar tarde, tô indo pra praia, vou visitar meus sogros, tô indo pra casa da minha namorada, volto só segunda, vou passar o final de semana com meu namorado"; "precisa dormir lá? - Melhor né mãe? - Você não diz que é melhor assim que é perigoso estar na rua tarde da noite?, Vai com Deus! Jesus te acompanhe, Deus lhe abençoe. Hei dá aqui um abraço, deixe-me te dar um beijo, tô com saudade, ah mamãe você adora fazer drama!" E assim lá se foram as crianças, meu olhar brilha ao vê-los "caminhando com as próprias pernas", mas sou um pouco egoista (coisa de mãe), e o pensamento não desliga deles. Ainda bem pois assim o vazio não é completo e no espaço que ficou, uns escritos de vez em quando, a retomada de coisas que costumava fazer, costurar, ler, cuidar de plantas, assistir filmes por exemplo, voltar aos tempos de namoro, aliás esse é outro tema, um sujeito ocupado, sempre a viajar. Em ambos os afetos, a cada vez que estamos juntos é uma preciosidade, dá vontade de parar o tempo. Quanto a ser mãe, a verdade é que uma vez mãe, para sempre mãe. A minha que o diga! O importante é que sei que Ela está lá e vive em mim, e Eu Neles onde, quando e onde estiverem, ainda que metafisicamente.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dias nublados
Dias nublados! Tenho estado assim há alguns dias. Assim como? Devem me perguntar. Como os dias nublados, sem sol, muitas nuvens, céu carregado... será que vem chuva? Entendam, não que sejam ruins; mas te impedem muitas vezes de sair de casa, os pensamentos vagueiam, preocupados com sei lá o quê, a angústia te ronda e um certo sentimento de solidão, de limitação te cercam; situações mal resolvidas afloram com desejo de atenção e solução. Dias assim são úteis pois nos levam a reflexão/revisão de práticas cotidianas, a dar um pouco de tempo e lançar um olhar para si mesmo. Fazer o quê, é ruminar esses pensamentos, ver o que há de errado, tentar corrigir. às vezes chorar e aguardar; como se diz: dar tempo ao tempo. È um ciclo, assim como a terra. Para que as sementes germinem e as plantas cresçam gerando flores e frutos é necessário não somente o sol, mas sombra e água também, para limpar tudo e o sol possa brilhar de novo.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Cicatrizes
A vida é um acumular de cicatrizes. À primeira impressão parece algo catastrófico mas não é. Vejamos: Com o passar dos anos vamos adquirindo com o que chamamos envelhecimento marcas do tempo (que muitos tentam esconder), marcas essas que exprimem o tempo vivido (alguns mais, outros menos) em seu sentido literal; em algumas pessoas o conjunto dessas marcas dá para dimensionar se tiveram/têm uma vida de dificuldades/ sofrimentos ou se foram privilegiadas com uma vida tranquila, sem grandes aborrecimentos ou infortúnios. Nessas marcas, temos incluídas as de expressão, pelo conjunto que repetidas vezes acionamos determinados músculos do corpo e faciais, das vezes que sorrimos, que franzimos a testa que enrugamos os lábios, etc.... Há ainda as marcas adquiridas, as cicatrizes oriundas de um traumatismo, um corte, uma intervenção cirúrgica, algumas inclusive são opcionais, oriundas de uma escolha. Tenho feito a minha coleção de cicatrizes, meu corpo está marcado de histórias, algumas me proporcionam mera observação de como foram/ vão se formando à medida que o tempo passa, outras foram adquiridas na tentativa de afastar a dor, de protelar a finitude nessa vida, de gozar por um pouco mais de tempo, de independência para me expressar e como única escolha de mostrar que a vida insiste, que é de luta. Ia me esquecendo das cicatrizes da alma, que também vão se acumulando. O fato é que ninguém passa pela vida incólume, sem marcas e isso é bom, é como um registro de tudo o vivido, o experimentado, algumas cicatrizes ao final não passam de sinais, de algo lacrado, algo que surgiu mas que passou, não existe mais, outras estão ali para te lembrar, são deveras cicatrizes de algo que ainda insiste e que precisam ser resolvidas, ser melhor tratadas, curadas para que não passem de meras marcas.Continuarei aumentando minha coleção, pois continuo vivendo.
Marcadores:
cicatrizes,
cirúrgica,
coleção,
dor,
escolhas,
expressão,
luta,
marcas,
sinais,
tempo,
testa,
traumatismo,
vida
Assinar:
Postagens (Atom)