Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Perdas e ganhos
Hoje ouvi a seguinte frase: Poucas pessoas merecem nossas lágrimas, já ouvi outras como: No mundo há 7 bilhões de pessoas e você perde tempo, se importa por uma pessoa? e outras do gênero. Mas o que fazer quando se é sensível e se percebe como somente mais um/uma dentre os bilhões do universo? Descobrir quais são seus verdadeiros amigos é a tarefa principal no jogo da vida, o tempo todo desde o acordar ao adormecer, no trabalho ou no lazer, estamos sintonizados, lançando nossos laços de sedução para angariar pessoas para o nosso lado, buscando nos olhares que se cruzam, a química necessária para estabelecer alguma conexão com o nosso Eu mais íntimo, para que possamos deixar entrever um pouco mais de nós, tirar a máscara que carregamos por medo de nos ferirem, de sofrer. Nesse descortinar muitas vezes somos surpreendidos não raras vezes negativamente, ou seja, sofremos, por desilusão, decepções e desenganos por apostar em alguém que na verdade não havíamos ganho e erroneamente tomamos como perda. Nesse jogo, ninguém quer perder e assim seguimos num eterno seduzir, um eterno lance de perdas e ganhos. Tenho prá mim que a dificuldade é que o outro dá medo de ambas as perspectivas e se Ele/nós achamos que já tinhamos algo, todos temos receio de que essa pessoa que nos seduz, nos roube o pouco que já havíamos angariado, daí muitas vezes apesar de gostar desse alguém, ficamos muitas vezes com um pé atrás, com ciúmes, inveja até do que Ele parece possuir a mais que Eu e nesse jogo corremos o risco de esquecer que no universo habitam incontáveis estrelas cada uma com seu brilho particular, diferenciado e que não há risco algum se todas brilharem, corremos o risco de perder a oportunidade de sermos mais felizes.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Descompasso
Aos poucos não se sabe quando, tudo começou a mudar. Os olhos raramente se cruzam, (algumas vezes há até alguma frieza no olhar), o riso ficou escasso (pelo menos um para o outro), os abraços são raros, as conversas são pontuais e não com alguma impaciência. Há um certo descompasso. Ele quer espaço, têm dificuldade de administrar a atenção que sua família requer e sua atividade profissional exige, tudo se mistura. Vive como se o dia fosse o último, a mente está cheia de compromissos, o tempo é pouco para tantas coisas, tem que dar conta de tudo e de todos e se manter conectado é preciso. Todos o querem e o procuram; é bom se sentir importante, ser notícia, massageia o ego. Ela observa, está ao lado ainda que distante, pois nunca quis ser "uma pedra no meio do caminho de alguém", insatisfeita, com uma certa infantilidade espera pelo "principe" que Ele foi um dia, onde "perdiam tempo" um com o outro, com carinho e longas conversas, vê tudo com uma certa reserva/distanciamento, com ciúmes das coisas que o afastam dela. Fica na retaguarda preservando o sentimento que ainda resta, que os une. O corpo está ávido por carinho e expressões de afeto, não quer o tempo que lhe resta, o fim do dia, quando a noite chega e o corpo está cansado inclusive para a expressão do desejo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Pesadelo
Que horrível essa experiência. Ter o sono perturbado, prejudicado devido a um sonho ruim é algo muito desgastante. No meu caso, esses episódios são raros; porém, quando acontecem são como não poderia deixar de ser, devastadores. Os mais sofridos são os que envolvem situações onde sou vulnerável, exposta a situações vexatórias ou em que entes queridos se apresentam em situações difíceis onde Eu não posso interferir, a não ser consolar. Me vejo rememorando, às vezes por dias esse sonho ruim, tentando lembrar os detalhes, porque acredito que por trás de um sonho desses existe uma mensagem sobre algo que é preciso trabalhar em mim, medos sem fundamento, posturas rígidas diante de determinadas situações em que na verdade não exerço controle algum, enfim fatos ou situações que mal resolvidos ou enfrentados acabam por aparecer na forma de sonhos, justamente para obter a devida atenção. Portanto, ao contrário do que parece, um pesadelo ao final pode sim, promover o amadurecimento sobre uma determinada questão e assim pensando sobre Ela nos deixar livres e mais felizes ao final.Assim espero.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Num cantinho qualquer
Experimente vez ou outra ir para um lugar onde você possa estar mais próximo da natureza, num cantinho qualquer, numa localidade de serra por exemplo e verá como é bom sentir o orvalho pela manhã e avistar os primeiros raios de sol; sinta o sabor do alimento que você come e depois experimente calçar um calçado confortável e sair sem rumo certo, caminhando; vez ou outra pare para admirar flores, um pássaro ou até mesmo pessoas que porventura passem por você, dê um sorriso, cumprimente e verá que milagres acontecem. De repente, você se sente conectado com o universo, sente-se integrado com tudo aquilo, vê que você têm a mesma importância que uma flor do campo e é tão bonito quanto e se sente energizado com a pele que aos poucos ganha um brilho especial, dourado pelos raios de sol e parece que todas as energias negativas se esvaem com o suor promovido pela caminhada e assim, se sente novo de novo. Realmente como já se disse em um comercial de TV, tem coisas que não tem preço.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Em compasso de espera
Me sinto só, em compasso de espera, devagar. È algo imposto, sabe? Estamos no inverno e assim como o clima, estou poupando energia para o que virá. De vez em quando é preciso ficar quietinha, poupar a voz e ativar os outros sentidos. Deixar os pensamentos fluirem, para dar uma energizada, se conectar com outro universo que não seja o seu. Sair do controle, um pouco, é, falo da mania de querer controlar, de estar à frente de tudo, ser a dona da verdade, essa é uma carga difícil de carregar e muitas vezes perdemos tempo e energia com algo que não é necessáriamente seu e sair de cena às vezes é bom, para deixar o outro manifestar sua vontade e assim, ocorrer a troca necessária ao crescimento do todo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Minha filha e Eu
Nossa relação de amor começou quando soube qual era seu sexo. Era um dia quente de verão, num dia de fevereiro. O médico me disse: Você terá uma menina, uma filha. Imediatamente uma sensação de ternura e amor tomou conta de mim; num misto de alegria e já pensando em protegê-la, alisei carinhosamente a barriga e pensando disse-lhe: Seja bem vinda filha e venha com coragem e sabedoria; pois, o mundo aqui fora por vezes é rude para conosco, o que torna a vida difícil. E Ela veio com a pele já dourada pelo sol e seu jeito de olhar expressavam toda a carga genética das mulheres qua a antecederam, como que pronta para o que iria viver e me dizendo a grande mulher que era. Lembro-me que fiquei assustada, como uma bebê poderia mexer tanto comigo? Seu olhar me inspirava de antemão, respeito, admiração e uma certa insegurança de "não dar conta do recado", pois me dei conta que era uma menina ainda (apesar de meus quase 32 anos), que seria mãe de uma mulher e precisava fornecer-lhe o suporte necessário para que trilhasse seu caminho. Como fazê-lo? Não há cartilha para isso. Vou tateando, usando um pouco de sensibilidade, às vezes uma certa rigidez e austeridade (a contragosto), meio por instinto e vou procurando conquistar sua confiança e não sufocá-la com minhas expectativas, com meus medos, com meu excesso de zeloe amor, tentando dosar minhas reações na medida certa (por vezes não consigo) de forma que Ela exerça seu jeito de ser com autonomia e confiança, sem medo de ser feliz. Paralelo a tudo isso, Ela continua mexendo comigo, me deixando intrigada, me instigando a acompanhar seu compasso, para não perdê-la e assim, continuar a caminhar lado a lado consigo e com isso me fazer crescer e viver junto com Ela.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Coração em festa
Meu coração está em festa. Não sou expansiva e talvez não o demonstre, mas Sou feliz pelas escolhas que fiz, pelos relacionamentos, pelas amizades. Feliz mesmo pelo horizonte que vislumbro, como uma paisagem, composta pelo mar aparentemente tranquilo com nuvens e montanhas intransponíveis que deixa entrever os raios do sol que se põe e esse emite uma luz suficiente a iluminar todo o cenário, como um pano de fundo da tela do computador, dominando a cena, como a fé que me move, a esperança que carrego e a coragem que me persegue.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Manuelzinho
"Seu Manuelzinho" é um Senhor pequenino que conheci hoje num abrigo para idosos. Assim que cheguei, muito elegantemente se apresentou, muito arrumado e cheiroso recebeu-me com um beijo e abraço afetuoso como se fôssemos velhos conhecidos, pedi-lhe que passeasse comigo pelo lugar para conhecer e muito alegremente o fez; no caminho apresentou-me a todos que pôde (sem soltar o meu braço ou minha mão) como sua nova amiga, começou primeiro pelo seu aposento, uma grande ala (galpão) masculina, muito simples, separado por divisórias de média altura, com quatro camas de solteiro em cada compartimento. Mostrou-me seus objetos pessoais, tudo muito limpo e organizado em um pequeno armário, perguntei-lhe se precisava de algo e respondeu-me que tinha mais que o necessário, que não sabia o porque de tantas roupas (seis camisas e três calças se não me engano) e outras poucas coisas. Perguntei-lhe se era feliz e Ele disse-me que muito, ficar triste prá quê? Que ali era a casa D'Ele, que tem amigos e é querido que as poucas coisas que o aborrecem é que nem todos colaboram para a organização da casa e alguns não respeitam os outros e fumam em qualquer lugar e Ele não gosta pois não se dá bem com cigarros e nunca fumou. Seu Manuelzinho crê em Deus e é Filho de Maria, é músico, tocou violão enquanto pôde, gosta de futebol e praticou Karatê também. Suas duas esposas se foram, Têm duas filhas que estão por aí que um dia aparecerão para lhe visitar, começa o dia procurando por Luciana a Técnica de enfermagem do lugar, para lhe abraçar pois é a cuidadora preferida porque gosta de rir é carinhosa e lhe dá atenção. Ao final da visita esqueci-me que Ele tinha 86 anos pois parecia uma criança cheia de vida e alegria de viver. Disse-me que é bom conselheiro e que se Eu precisar está à disposição; acho que vou precisar.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Amor aos olhos de uma criança
ELe tinha uns 8 anos e perguntou-me quem Eu amava e de forma direta e simples para que entendesse fui pontuando: Eu amo você, sua irmã, seu Pai, sua avó, minha mãe, meus irmãos, ... . Curiosa retruquei e você quem você ama? Pois Eu mãe, amo todas as coisas desse mundo, aquelas que conheço e não conheço também. Nesse dia me senti envergonhada e pequena; recebi uma lição que serve para mim até os dias de hoje e vez ou outra rememorizo para não esquecer e amar sem seleção e tentar olhar o mundo com os olhos de uma criança.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dias nublados
Dias nublados! Tenho estado assim há alguns dias. Assim como? Devem me perguntar. Como os dias nublados, sem sol, muitas nuvens, céu carregado... será que vem chuva? Entendam, não que sejam ruins; mas te impedem muitas vezes de sair de casa, os pensamentos vagueiam, preocupados com sei lá o quê, a angústia te ronda e um certo sentimento de solidão, de limitação te cercam; situações mal resolvidas afloram com desejo de atenção e solução. Dias assim são úteis pois nos levam a reflexão/revisão de práticas cotidianas, a dar um pouco de tempo e lançar um olhar para si mesmo. Fazer o quê, é ruminar esses pensamentos, ver o que há de errado, tentar corrigir. às vezes chorar e aguardar; como se diz: dar tempo ao tempo. È um ciclo, assim como a terra. Para que as sementes germinem e as plantas cresçam gerando flores e frutos é necessário não somente o sol, mas sombra e água também, para limpar tudo e o sol possa brilhar de novo.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Cicatrizes
A vida é um acumular de cicatrizes. À primeira impressão parece algo catastrófico mas não é. Vejamos: Com o passar dos anos vamos adquirindo com o que chamamos envelhecimento marcas do tempo (que muitos tentam esconder), marcas essas que exprimem o tempo vivido (alguns mais, outros menos) em seu sentido literal; em algumas pessoas o conjunto dessas marcas dá para dimensionar se tiveram/têm uma vida de dificuldades/ sofrimentos ou se foram privilegiadas com uma vida tranquila, sem grandes aborrecimentos ou infortúnios. Nessas marcas, temos incluídas as de expressão, pelo conjunto que repetidas vezes acionamos determinados músculos do corpo e faciais, das vezes que sorrimos, que franzimos a testa que enrugamos os lábios, etc.... Há ainda as marcas adquiridas, as cicatrizes oriundas de um traumatismo, um corte, uma intervenção cirúrgica, algumas inclusive são opcionais, oriundas de uma escolha. Tenho feito a minha coleção de cicatrizes, meu corpo está marcado de histórias, algumas me proporcionam mera observação de como foram/ vão se formando à medida que o tempo passa, outras foram adquiridas na tentativa de afastar a dor, de protelar a finitude nessa vida, de gozar por um pouco mais de tempo, de independência para me expressar e como única escolha de mostrar que a vida insiste, que é de luta. Ia me esquecendo das cicatrizes da alma, que também vão se acumulando. O fato é que ninguém passa pela vida incólume, sem marcas e isso é bom, é como um registro de tudo o vivido, o experimentado, algumas cicatrizes ao final não passam de sinais, de algo lacrado, algo que surgiu mas que passou, não existe mais, outras estão ali para te lembrar, são deveras cicatrizes de algo que ainda insiste e que precisam ser resolvidas, ser melhor tratadas, curadas para que não passem de meras marcas.Continuarei aumentando minha coleção, pois continuo vivendo.
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Vida
O que é a vida senão um eterno ir e vir, uma constante inquietação, uma energia que te alimenta constante, incessantemente, que não te deixa morrer? Uma energia tal que ainda que o corpo físico te diz não, que fatos aconteçam e te deixam por vezes triste e amargurado, insiste, persiste e não deixa que a última fagulha de seu Eu se apague e faz você pensar que pode inclusive vencer o que chamamos de morte? Ah a vida, que me alimenta que me faz procurar nas mínimas e pequenas coisas a beleza, o inexplicável, aquela coisa que nos deixa embebecidos, muitas vezes incrédulos, que nos emociona. Muitos chamam de Deus, o fato é que não importa como a chamem é o que nos move, o que nos nutre.
sábado, 9 de abril de 2011
Sobre a tragédia em escola no bairro de Realengo no Rio de Janeiro
Saldo de mortes nesse episódio até o momento: 13 (sendo 12 crianças).
E quantas mais irão? Todos os dias assistimos estarrecidos tragédias familiares, pessoas matando umas as outras e gente inocente morrendo, como essa catástrofe no Rio de Janeiro com a morte de crianças em uma escola no bairro de realengo.
Vejo também com muita tristeza que mesmo com tudo isso acontecendo, a intolerância para com as diferenças aumenta, é o lado mais perverso do ser humano se manifestando quando sacaneamos alguém, quando rimos, colocamos apelidos e o tratamos com escárnio e com termos pejorativos, como se fôssemos superiores. Essa vaidade esse se, se (de quem se acha dono da verdade, melhor que os outros), ainda vai nos levar à ruina. Está faltando amor a humanidade, pois paraseando uma frase do texto escrito no jornal O Globo de 09/04 escrito pelo Cineasta Cacá Diegues, " Ninguém nasce racista ou homofóbico, ninguém nasce com preconceito algum", portanto pessoas, acordem, vamos trabalhar isso na nossa conduta, no modo como vemos a vida, resgatar o respeito, a delicadeza, a gentileza em lidar com o outro ainda que julguemos que são pessoas diferentes de nós por algum motivo ou aspecto e acompanhar melhor nossas crianças transmitindo-lhes esses valores de amor ao próximo, de se colocar no lugar do outro antes de qualquer atitude discriminatória. Não podemos tolerar a intolerância, a injustiça para com o outro, antes de falar de alguém, sobre alguém, vamos buscar observar e ver na pessoa o que Ela tem de positivo e analtecer isso e ajudar para o seu crescimento no que estiver a seu alcance e aí talvez possamos evitar a formação de monstros como esse assassino em série da escola.
E quantas mais irão? Todos os dias assistimos estarrecidos tragédias familiares, pessoas matando umas as outras e gente inocente morrendo, como essa catástrofe no Rio de Janeiro com a morte de crianças em uma escola no bairro de realengo.
Vejo também com muita tristeza que mesmo com tudo isso acontecendo, a intolerância para com as diferenças aumenta, é o lado mais perverso do ser humano se manifestando quando sacaneamos alguém, quando rimos, colocamos apelidos e o tratamos com escárnio e com termos pejorativos, como se fôssemos superiores. Essa vaidade esse se, se (de quem se acha dono da verdade, melhor que os outros), ainda vai nos levar à ruina. Está faltando amor a humanidade, pois paraseando uma frase do texto escrito no jornal O Globo de 09/04 escrito pelo Cineasta Cacá Diegues, " Ninguém nasce racista ou homofóbico, ninguém nasce com preconceito algum", portanto pessoas, acordem, vamos trabalhar isso na nossa conduta, no modo como vemos a vida, resgatar o respeito, a delicadeza, a gentileza em lidar com o outro ainda que julguemos que são pessoas diferentes de nós por algum motivo ou aspecto e acompanhar melhor nossas crianças transmitindo-lhes esses valores de amor ao próximo, de se colocar no lugar do outro antes de qualquer atitude discriminatória. Não podemos tolerar a intolerância, a injustiça para com o outro, antes de falar de alguém, sobre alguém, vamos buscar observar e ver na pessoa o que Ela tem de positivo e analtecer isso e ajudar para o seu crescimento no que estiver a seu alcance e aí talvez possamos evitar a formação de monstros como esse assassino em série da escola.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Sobre o tempo
Sou indignada com essas marcas no tempo; ao olhar para uma pessoa procuro o que vai na sua alma. O quanto de vida Ela carrega e isso não está expresso na juventude de sua pele. Vejo que o mal do momento é a superficialidade, o egoismo, tentam nos vender uma mensagem de viver o momento e não pensar no amanhã, no outro, o querer se dar bem a qualquer custo; que o importante não é o ser, mas o parecer ser, uma aventura perigosa pois nessa busca perde-se o humano. Tenho encontrado pessoas de todas as idades, muitos com poucos anos de vida, literalmente; sem nenhum brilho e expressão, o tempo não passa de um abrir e fechar de olhos diário, simplesmente passam pela vida e não deixam marcas, não fazem falta. É verdade que muitas vezes, os que fazem a diferença e se sentem jovens muitas vezes são travados pelo corpo físico o que também não é ruim, pois quando extrapolam é preciso lembrar lhes que é preciso passar o bastão porque outros vem aí e precisam de espaço para se expressar. Então, vida e morte caminham juntas, de braços dados, uma querendo sobrepujar a outra, o diferencial de alguns é que a vontade de viver é tanta, que nada os intimida, nem a dor e assim vão imprimindo sua marca em tudo que faz, com capricho e esmero nas mínimas coisas, nos afazeres diários, na observação constante do que acontece ao seu redor, descobrindo oportunidades, espaços de atuação. no espírito participativo, no trabalho constante, no foco nos objetivos, nos projetos traçados, nas metas alcançadas. Não se consegue tudo. É uma verdade! Porém é verdade também que vale a pena o esforço, a luta. Pobre daquele que é encosto para alguém, que é preciso que o alimentem, tendo todas as suas faculdades perfeitas e não o fazem por preguiça (como disse lá atrás, não faz falta). É verdade também que temos que viver o dia de hoje, porém em função de um depois. Pois se hoje é bom, o amanhã terá grandes chances de ser tão bom quanto ou ainda melhor. O medo nos protege. É verdade! Porém não pode ser um limitador, algo que nos impede de fazer o que é certo, o medo deve ser visto como uma precaução, algo que nos leva a ponderar sobre os riscos de nos machucar, de nos darmos mal. E muitas vezes nos leva a retroceder a traçar novas estratégias e caminhos. O medo nos imobiliza e muitas vezes nos impede de viver porque sabemos que não é possivel viver sem dor, sem perdas, sem sofrimento, sem errar. Mas como já disse isso é do humano e viver é preciso, é preciso construir uma história, ter um histórico para mostrar.Não estamos sós, basta olhar para o lado. Porque então somos capazes de sermos tão indiferentes para com a vida a nossa volta?
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Fale-me de você
Fale-me de você, ouvi certa vez, atrás da voz autoritária um olhar atento, perscrutando meu rosto a procura de palavras não ditas, algumas vezes nesses meus poucos anos de vida senti esse olhar, quente, querendo alcançar o mais profundo dos meus pensamentos, procurando a verdade e o quanto do que Eu dissesse é/era verdade. Alguém já sentiu isso? É uma sensação embaraçosa ao mesmo tempo instigante, alguém por alguns minutos disponibilizou sua atenção para você e aí bem, você têm que aproveitar esse raro momento, que pode ser único, é um turbilhão de emoções, seus neurônios parecem que vão dar um nó, para não atropelar, para que a face não transmita a confusão que se passa em seu interior. Calma, respira fundo, por onde começar? Pergunto até para me organizar melhor. A voz não pode passar excitação demais, emoção demais, tenho que manter o interlocutor interessado, transmitir a Ele o que precisa ser ouvido. Comigo foi uma coisa boa, todas as vezes em que isso aconteceu tive a oportunidade de fazer uma retrospectiva da minha vida, ver que houve lances bem interessantes, outros não tantos mas que mereciam ser revividos e outros que mereciam um aprofundamento melhor.
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