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sábado, 28 de abril de 2018

Sr. Otávio

Seu Otávio partiu, cruzou o rio, voltou de/para onde veio, um caminho de águas serenas, se preparou, se despediu, partiu. Aqui ficaram filhos, filhos dos filhos,  amigos, saudade. Aqui ficaram também as memórias, a boa fôrma como sua filha bem disse, de como as coisas devem ser, o sonho dos justos, do labor, das virtudes. Sr. Otávio recordou-me meu pai, meu avô e tantos outros que na ordem natural da vida, me antecederam, e demonstraram com sua vida como devo levar a minha, pessoas que não temiam a morte, pois sabiam-na companhia, e por isso zelou por sua vida o quanto pôde, não desperdiçou nenhum momento que não fosse para o serviço aos demais, à fé praticada, à alegria compartilhada e por isso viverão um bom tempo nas pessoas que aqui ficaram. Doce consolo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Seres apaixonados

Escrevo para não perder os pensamentos, não me perder, não esquecer a emoção que vi em olhos que acreditam, que sonham, que têm utopia ainda. Nenhum a menos. Essa frase me marcou. Nos olhos daquela professorinha, na fala daqueles dois professores soube o que é encantamento, crença, lutar contra a corrente. Dia desses já havia ficado enlevada com um filme com esse mote, e agora acompanhando a fala dos professores, com satisfação vi que é real, existem pessoas assim.  No debate, restava claro todo o drama e sofrimento do ato de reprovar, não aprovar determinados alunos para avançar para a série seguinte. Em um dado momento, no auge da emoção a professora disse: "Tudo o que eu queria era a surpresa, eu dei uma chance, e ele não fez o básico?! Porquê? No fundo eu sabia, mas estava na expectativa da surpresa, da novidade, e não, Ele fez exatamente o que sempre fez, não estudou, não se interessou, não se esforçou." Isso de fato decepciona, dói. No filme como na vida real, o sofrimento decorre da mania dos que assim o são, de quererem a todo custo que o outro assimile a nossa crença, a nossa visão de mundo. Somos pessoas que extrapolam, não cabemos em nós mesmos, tudo transborda, somos apaixonados pelo que fazemos e como todo ser apaixonado, temos dificuldade de enxergar o que difere de nós.  Quando deixamos de ser a gente e passamos a ser o outro? Penso que tudo é uma questão de perspectiva, é necessário um certo distanciamento para enxergar o que está nas entrelinhas, colocar as questões na mesa e permitir-se a Si e ao outro fazer escolhas. É verdade que não podemos consertar o mundo, aliás há quem possa? Quem disse que ele precisa ser consertado? O que, quem é normal? É verdade também, que para vivermos  coletivamente, há alguns códigos a serem decifrados, e alguns não conseguem, ou não querem, desvendar os enigmas, e que temos as vezes uma ínfima participação na vida de alguém, pois a vida de uma pessoa não se resume a um período, a uma fase; às vezes é preciso desenrolar lá para o início, voltar no tempo,  para um despertar de consciência. Como isso não é possível, ainda que cause dor, dizer não, reprovar a atitude de alguém, fazer com que o mesmo não avance; pode ser que permita à criatura "reprovada" e  ao círculo que a envolve, a revisão de alguns atos e atitudes, pode ser que não, pois afinal tudo é uma questão de escolhas, como já dito. Pense comigo, são oportunidades e isso é profundamente libertador. A luta dos sonhadores, utópicos, é não se deixarem desanimar, desacreditar, adoecer;  e por isso avançam mais e mais, apostam, arriscam, no vício da experimentação da descoberta; pessoas assim, embora para elas sejam profundamente desgastante pois estarão sempre na vanguarda, serão também sempre esteio e solidão, são sopro e ventania, pessoas assim, movem o mundo.





domingo, 15 de janeiro de 2017

Em tempos difíceis

Me atrevo a pensar e dizer que talvez, essa seja uma oportunidade para uma revisão de vida, tipo, nossa terra, nossos valores, a partir da visão macro, focar no micro. Temas como: Minha casa minha vida no sentido abstrato, checar valores, no Ser ao invés do Ter, resgatar no interior sentimentos como compaixão, solidariedade, partilha. A humanidade está em xeque, parece que de tempos em tempos, a ganância, a vaidade humanas, chega a um limiar tal que a coisa implode, e é necessário começar de novo e de novo. A questão é sobreviver ao caos, não é uma questão somente da matéria, mas manter se vivo em corpo e espírito, consegue quem na turbulência dá as mãos e caminha juntos e carrega um Deus interior. "Fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos muito, nós podemos mais, vamos lá pra ver o que será." Nós vamos atravessar Eu sei. Um beijo no seu coração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coração em festa

Meu coração está em festa. Não sou expansiva e talvez não o demonstre, mas Sou feliz pelas escolhas que fiz, pelos relacionamentos, pelas amizades. Feliz mesmo pelo horizonte que vislumbro, como uma paisagem, composta pelo mar aparentemente tranquilo com nuvens e montanhas intransponíveis que deixa entrever os raios do sol que se põe e esse emite uma luz suficiente a iluminar todo o cenário, como um pano de fundo da tela do computador, dominando a cena, como a fé que me move, a esperança que carrego e a coragem que me persegue.