Deu vontade de escrever, falar com você agora, da angústia que me assola, que aliás assola todos nós. Dizer que o que se sente é autêntico, é humano, que por certo Deus perdoa. Queria poder te dizer que não se sintas assim, mas fazer o que? Como se diz: faz parte. No entanto dIgo a você que tudo nessa vida é passageiro; como dizem também: Não há mal que sempre dure. É certo que há um bando de fracassados que sentem inveja da sua alegria, de suas conquistas/realizações; que se regozijam com a miséria, com o sofrimento alheio. Estes quando no poder, procuram nivelar as pessoas por baixo, quando deveriam promover o bem comum, assegurando dignidade e igualdade de direitos a um patamar mais alto. Isso me perturba bastante, mas muito mais quando vejo um semelhante parece que conformado e por que não dizer com uma pontinha de satisfação pelo lamento, pelas perdas do outro, talvez por não ter tido, ou não tenha o que Ele vê no outro como privilégio. Matemática estranha essa e os donos do tabuleiro sabem manobrar essas fraquezas humanas com esmero. Daí minha real preocupação, as próprias pessoas quando deveriam ser um agente de transformação, são massa de manobra para o intento dos jogos de poder. Bem, lamentavelmente ao longo da história, isso sempre existiu, é uma parte do motivo da nossa existência, é o que paradoxalmente promove nossa evolução, vai filtrando, aprimorando, moldando nosso caráter. Enfim, quero te dizer que, Vá, se alimente no outro, contigo há uma multidão, ainda que muitos não queiram. É certo que a força interior que tanto procuras (o Deus que há em mim), e que faz com que vençamos os obstáculos, o medo e a dor, se manifesta no encontro, na busca, no movimento. Então, vá! Titubeando mas vá, como dizem: o que não nos mata, nos fortalece. Continue desbravando, mostrando o que há de melhor em Você.
Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
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domingo, 6 de agosto de 2017
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Perdas e ganhos
Hoje ouvi a seguinte frase: Poucas pessoas merecem nossas lágrimas, já ouvi outras como: No mundo há 7 bilhões de pessoas e você perde tempo, se importa por uma pessoa? e outras do gênero. Mas o que fazer quando se é sensível e se percebe como somente mais um/uma dentre os bilhões do universo? Descobrir quais são seus verdadeiros amigos é a tarefa principal no jogo da vida, o tempo todo desde o acordar ao adormecer, no trabalho ou no lazer, estamos sintonizados, lançando nossos laços de sedução para angariar pessoas para o nosso lado, buscando nos olhares que se cruzam, a química necessária para estabelecer alguma conexão com o nosso Eu mais íntimo, para que possamos deixar entrever um pouco mais de nós, tirar a máscara que carregamos por medo de nos ferirem, de sofrer. Nesse descortinar muitas vezes somos surpreendidos não raras vezes negativamente, ou seja, sofremos, por desilusão, decepções e desenganos por apostar em alguém que na verdade não havíamos ganho e erroneamente tomamos como perda. Nesse jogo, ninguém quer perder e assim seguimos num eterno seduzir, um eterno lance de perdas e ganhos. Tenho prá mim que a dificuldade é que o outro dá medo de ambas as perspectivas e se Ele/nós achamos que já tinhamos algo, todos temos receio de que essa pessoa que nos seduz, nos roube o pouco que já havíamos angariado, daí muitas vezes apesar de gostar desse alguém, ficamos muitas vezes com um pé atrás, com ciúmes, inveja até do que Ele parece possuir a mais que Eu e nesse jogo corremos o risco de esquecer que no universo habitam incontáveis estrelas cada uma com seu brilho particular, diferenciado e que não há risco algum se todas brilharem, corremos o risco de perder a oportunidade de sermos mais felizes.
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