Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Num cantinho qualquer
Experimente vez ou outra ir para um lugar onde você possa estar mais próximo da natureza, num cantinho qualquer, numa localidade de serra por exemplo e verá como é bom sentir o orvalho pela manhã e avistar os primeiros raios de sol; sinta o sabor do alimento que você come e depois experimente calçar um calçado confortável e sair sem rumo certo, caminhando; vez ou outra pare para admirar flores, um pássaro ou até mesmo pessoas que porventura passem por você, dê um sorriso, cumprimente e verá que milagres acontecem. De repente, você se sente conectado com o universo, sente-se integrado com tudo aquilo, vê que você têm a mesma importância que uma flor do campo e é tão bonito quanto e se sente energizado com a pele que aos poucos ganha um brilho especial, dourado pelos raios de sol e parece que todas as energias negativas se esvaem com o suor promovido pela caminhada e assim, se sente novo de novo. Realmente como já se disse em um comercial de TV, tem coisas que não tem preço.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Em compasso de espera
Me sinto só, em compasso de espera, devagar. È algo imposto, sabe? Estamos no inverno e assim como o clima, estou poupando energia para o que virá. De vez em quando é preciso ficar quietinha, poupar a voz e ativar os outros sentidos. Deixar os pensamentos fluirem, para dar uma energizada, se conectar com outro universo que não seja o seu. Sair do controle, um pouco, é, falo da mania de querer controlar, de estar à frente de tudo, ser a dona da verdade, essa é uma carga difícil de carregar e muitas vezes perdemos tempo e energia com algo que não é necessáriamente seu e sair de cena às vezes é bom, para deixar o outro manifestar sua vontade e assim, ocorrer a troca necessária ao crescimento do todo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Minha filha e Eu
Nossa relação de amor começou quando soube qual era seu sexo. Era um dia quente de verão, num dia de fevereiro. O médico me disse: Você terá uma menina, uma filha. Imediatamente uma sensação de ternura e amor tomou conta de mim; num misto de alegria e já pensando em protegê-la, alisei carinhosamente a barriga e pensando disse-lhe: Seja bem vinda filha e venha com coragem e sabedoria; pois, o mundo aqui fora por vezes é rude para conosco, o que torna a vida difícil. E Ela veio com a pele já dourada pelo sol e seu jeito de olhar expressavam toda a carga genética das mulheres qua a antecederam, como que pronta para o que iria viver e me dizendo a grande mulher que era. Lembro-me que fiquei assustada, como uma bebê poderia mexer tanto comigo? Seu olhar me inspirava de antemão, respeito, admiração e uma certa insegurança de "não dar conta do recado", pois me dei conta que era uma menina ainda (apesar de meus quase 32 anos), que seria mãe de uma mulher e precisava fornecer-lhe o suporte necessário para que trilhasse seu caminho. Como fazê-lo? Não há cartilha para isso. Vou tateando, usando um pouco de sensibilidade, às vezes uma certa rigidez e austeridade (a contragosto), meio por instinto e vou procurando conquistar sua confiança e não sufocá-la com minhas expectativas, com meus medos, com meu excesso de zeloe amor, tentando dosar minhas reações na medida certa (por vezes não consigo) de forma que Ela exerça seu jeito de ser com autonomia e confiança, sem medo de ser feliz. Paralelo a tudo isso, Ela continua mexendo comigo, me deixando intrigada, me instigando a acompanhar seu compasso, para não perdê-la e assim, continuar a caminhar lado a lado consigo e com isso me fazer crescer e viver junto com Ela.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Coração em festa
Meu coração está em festa. Não sou expansiva e talvez não o demonstre, mas Sou feliz pelas escolhas que fiz, pelos relacionamentos, pelas amizades. Feliz mesmo pelo horizonte que vislumbro, como uma paisagem, composta pelo mar aparentemente tranquilo com nuvens e montanhas intransponíveis que deixa entrever os raios do sol que se põe e esse emite uma luz suficiente a iluminar todo o cenário, como um pano de fundo da tela do computador, dominando a cena, como a fé que me move, a esperança que carrego e a coragem que me persegue.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Manuelzinho
"Seu Manuelzinho" é um Senhor pequenino que conheci hoje num abrigo para idosos. Assim que cheguei, muito elegantemente se apresentou, muito arrumado e cheiroso recebeu-me com um beijo e abraço afetuoso como se fôssemos velhos conhecidos, pedi-lhe que passeasse comigo pelo lugar para conhecer e muito alegremente o fez; no caminho apresentou-me a todos que pôde (sem soltar o meu braço ou minha mão) como sua nova amiga, começou primeiro pelo seu aposento, uma grande ala (galpão) masculina, muito simples, separado por divisórias de média altura, com quatro camas de solteiro em cada compartimento. Mostrou-me seus objetos pessoais, tudo muito limpo e organizado em um pequeno armário, perguntei-lhe se precisava de algo e respondeu-me que tinha mais que o necessário, que não sabia o porque de tantas roupas (seis camisas e três calças se não me engano) e outras poucas coisas. Perguntei-lhe se era feliz e Ele disse-me que muito, ficar triste prá quê? Que ali era a casa D'Ele, que tem amigos e é querido que as poucas coisas que o aborrecem é que nem todos colaboram para a organização da casa e alguns não respeitam os outros e fumam em qualquer lugar e Ele não gosta pois não se dá bem com cigarros e nunca fumou. Seu Manuelzinho crê em Deus e é Filho de Maria, é músico, tocou violão enquanto pôde, gosta de futebol e praticou Karatê também. Suas duas esposas se foram, Têm duas filhas que estão por aí que um dia aparecerão para lhe visitar, começa o dia procurando por Luciana a Técnica de enfermagem do lugar, para lhe abraçar pois é a cuidadora preferida porque gosta de rir é carinhosa e lhe dá atenção. Ao final da visita esqueci-me que Ele tinha 86 anos pois parecia uma criança cheia de vida e alegria de viver. Disse-me que é bom conselheiro e que se Eu precisar está à disposição; acho que vou precisar.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Amor aos olhos de uma criança
ELe tinha uns 8 anos e perguntou-me quem Eu amava e de forma direta e simples para que entendesse fui pontuando: Eu amo você, sua irmã, seu Pai, sua avó, minha mãe, meus irmãos, ... . Curiosa retruquei e você quem você ama? Pois Eu mãe, amo todas as coisas desse mundo, aquelas que conheço e não conheço também. Nesse dia me senti envergonhada e pequena; recebi uma lição que serve para mim até os dias de hoje e vez ou outra rememorizo para não esquecer e amar sem seleção e tentar olhar o mundo com os olhos de uma criança.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Dias nublados
Dias nublados! Tenho estado assim há alguns dias. Assim como? Devem me perguntar. Como os dias nublados, sem sol, muitas nuvens, céu carregado... será que vem chuva? Entendam, não que sejam ruins; mas te impedem muitas vezes de sair de casa, os pensamentos vagueiam, preocupados com sei lá o quê, a angústia te ronda e um certo sentimento de solidão, de limitação te cercam; situações mal resolvidas afloram com desejo de atenção e solução. Dias assim são úteis pois nos levam a reflexão/revisão de práticas cotidianas, a dar um pouco de tempo e lançar um olhar para si mesmo. Fazer o quê, é ruminar esses pensamentos, ver o que há de errado, tentar corrigir. às vezes chorar e aguardar; como se diz: dar tempo ao tempo. È um ciclo, assim como a terra. Para que as sementes germinem e as plantas cresçam gerando flores e frutos é necessário não somente o sol, mas sombra e água também, para limpar tudo e o sol possa brilhar de novo.
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