Esse período, o do natal, não tem jeito a gente reflete mesmo. Estou atordoada com o noticiário, com o aumento de pessoas dormindo nas calçadas, os estampidos mais frequentes, as vidas que precocemente são ceifadas das mais diversas formas, aqui, lá, acolá... vide Alepo na Síria, um povo inteiro sendo dizimado, um lugar onde crianças de tão traumatizadas não choram, não falam, não riem. Vide os olhos de desesperança. O mundo parece que virou do avesso, nossos piores medos nos rondam; no Brasil, parece que o ano de 2016 foi o ápice dos acontecimentos, das falcatruas da corrupção que de tanto tempo gestadas se transformaram num monstro que "de repente" emergiu das profundezas, rompendo o fino manto que a cobria. Confesso que demorei a entrar no clima de natal, aliás nesse que a sociedade do consumo quer que acreditemos, o do Papai Noel que como sabem, é um palhaço (branco, todo enfeitado, abastado, vive em um lugar com neve, usa trenó, etc...) ou seja, não tem nada a ver conosco. Um certo alento tive antes de ontem; durante meus afazeres em minha área de serviço avistei o Shopping iluminado e pensei: Lá está o shopping, todo enfeitado com suas luzes cintilantes... mas Ele não me atrai. Sorri e continuei meus afazeres. Feliz natal gente, o verdadeiro natal; o natal que vê Cristo na pessoa do irmão, da partilha, da justiça, do perdão, da tranquilidade e paz no coração. Com carinho, Ray.
Que audácia a minha, escrever e disponibilizar algo que pode interessar só a mim, enfim...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A Pérola perdida
Sonhei que perdi a pérola do meu anel e Ele sem Ela não passava de uma ferragem. Num dado momento olhei minha mão e lá estava o aro com os ganchos como uma boca aguardando a iguaria, aberta, vazia, sem sentido. O aro apesar de ser de ouro, sem Ela poderia ir para o lixo, não tinha valor algum.
Que triste fiquei, desamparada a olhar aquele que antes era um anel, agora vazio e vazia me sentia e me vi a procurar; imediatamente vassoura e rodo peguei, a um ou outro perguntei em vão. Lixo, muito lixo varri, água joguei e lavei, recolhi e com o olhar atento prescrustei cada vão, cada buraquinho e filtrei, debulhei cacos, folhas, detritos, procurando encontrar a pérola tão valiosa, cujo formato e cor me inspirava, enamorada como se o mundo fosse.
Atordoada acordei e ainda agora, procuro o sentido de tudo isso e continuo a procurar no vazio que sinto, a minha pérola perdida, quando foi que a perdi, em que lugar do caminho; para percorrer de novo o percurso e quem sabe (re)encontrá-la.
Que triste fiquei, desamparada a olhar aquele que antes era um anel, agora vazio e vazia me sentia e me vi a procurar; imediatamente vassoura e rodo peguei, a um ou outro perguntei em vão. Lixo, muito lixo varri, água joguei e lavei, recolhi e com o olhar atento prescrustei cada vão, cada buraquinho e filtrei, debulhei cacos, folhas, detritos, procurando encontrar a pérola tão valiosa, cujo formato e cor me inspirava, enamorada como se o mundo fosse.
Atordoada acordei e ainda agora, procuro o sentido de tudo isso e continuo a procurar no vazio que sinto, a minha pérola perdida, quando foi que a perdi, em que lugar do caminho; para percorrer de novo o percurso e quem sabe (re)encontrá-la.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Perdas e ganhos
Hoje ouvi a seguinte frase: Poucas pessoas merecem nossas lágrimas, já ouvi outras como: No mundo há 7 bilhões de pessoas e você perde tempo, se importa por uma pessoa? e outras do gênero. Mas o que fazer quando se é sensível e se percebe como somente mais um/uma dentre os bilhões do universo? Descobrir quais são seus verdadeiros amigos é a tarefa principal no jogo da vida, o tempo todo desde o acordar ao adormecer, no trabalho ou no lazer, estamos sintonizados, lançando nossos laços de sedução para angariar pessoas para o nosso lado, buscando nos olhares que se cruzam, a química necessária para estabelecer alguma conexão com o nosso Eu mais íntimo, para que possamos deixar entrever um pouco mais de nós, tirar a máscara que carregamos por medo de nos ferirem, de sofrer. Nesse descortinar muitas vezes somos surpreendidos não raras vezes negativamente, ou seja, sofremos, por desilusão, decepções e desenganos por apostar em alguém que na verdade não havíamos ganho e erroneamente tomamos como perda. Nesse jogo, ninguém quer perder e assim seguimos num eterno seduzir, um eterno lance de perdas e ganhos. Tenho prá mim que a dificuldade é que o outro dá medo de ambas as perspectivas e se Ele/nós achamos que já tinhamos algo, todos temos receio de que essa pessoa que nos seduz, nos roube o pouco que já havíamos angariado, daí muitas vezes apesar de gostar desse alguém, ficamos muitas vezes com um pé atrás, com ciúmes, inveja até do que Ele parece possuir a mais que Eu e nesse jogo corremos o risco de esquecer que no universo habitam incontáveis estrelas cada uma com seu brilho particular, diferenciado e que não há risco algum se todas brilharem, corremos o risco de perder a oportunidade de sermos mais felizes.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Descompasso
Aos poucos não se sabe quando, tudo começou a mudar. Os olhos raramente se cruzam, (algumas vezes há até alguma frieza no olhar), o riso ficou escasso (pelo menos um para o outro), os abraços são raros, as conversas são pontuais e não com alguma impaciência. Há um certo descompasso. Ele quer espaço, têm dificuldade de administrar a atenção que sua família requer e sua atividade profissional exige, tudo se mistura. Vive como se o dia fosse o último, a mente está cheia de compromissos, o tempo é pouco para tantas coisas, tem que dar conta de tudo e de todos e se manter conectado é preciso. Todos o querem e o procuram; é bom se sentir importante, ser notícia, massageia o ego. Ela observa, está ao lado ainda que distante, pois nunca quis ser "uma pedra no meio do caminho de alguém", insatisfeita, com uma certa infantilidade espera pelo "principe" que Ele foi um dia, onde "perdiam tempo" um com o outro, com carinho e longas conversas, vê tudo com uma certa reserva/distanciamento, com ciúmes das coisas que o afastam dela. Fica na retaguarda preservando o sentimento que ainda resta, que os une. O corpo está ávido por carinho e expressões de afeto, não quer o tempo que lhe resta, o fim do dia, quando a noite chega e o corpo está cansado inclusive para a expressão do desejo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Pesadelo
Que horrível essa experiência. Ter o sono perturbado, prejudicado devido a um sonho ruim é algo muito desgastante. No meu caso, esses episódios são raros; porém, quando acontecem são como não poderia deixar de ser, devastadores. Os mais sofridos são os que envolvem situações onde sou vulnerável, exposta a situações vexatórias ou em que entes queridos se apresentam em situações difíceis onde Eu não posso interferir, a não ser consolar. Me vejo rememorando, às vezes por dias esse sonho ruim, tentando lembrar os detalhes, porque acredito que por trás de um sonho desses existe uma mensagem sobre algo que é preciso trabalhar em mim, medos sem fundamento, posturas rígidas diante de determinadas situações em que na verdade não exerço controle algum, enfim fatos ou situações que mal resolvidos ou enfrentados acabam por aparecer na forma de sonhos, justamente para obter a devida atenção. Portanto, ao contrário do que parece, um pesadelo ao final pode sim, promover o amadurecimento sobre uma determinada questão e assim pensando sobre Ela nos deixar livres e mais felizes ao final.Assim espero.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Num cantinho qualquer
Experimente vez ou outra ir para um lugar onde você possa estar mais próximo da natureza, num cantinho qualquer, numa localidade de serra por exemplo e verá como é bom sentir o orvalho pela manhã e avistar os primeiros raios de sol; sinta o sabor do alimento que você come e depois experimente calçar um calçado confortável e sair sem rumo certo, caminhando; vez ou outra pare para admirar flores, um pássaro ou até mesmo pessoas que porventura passem por você, dê um sorriso, cumprimente e verá que milagres acontecem. De repente, você se sente conectado com o universo, sente-se integrado com tudo aquilo, vê que você têm a mesma importância que uma flor do campo e é tão bonito quanto e se sente energizado com a pele que aos poucos ganha um brilho especial, dourado pelos raios de sol e parece que todas as energias negativas se esvaem com o suor promovido pela caminhada e assim, se sente novo de novo. Realmente como já se disse em um comercial de TV, tem coisas que não tem preço.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Em compasso de espera
Me sinto só, em compasso de espera, devagar. È algo imposto, sabe? Estamos no inverno e assim como o clima, estou poupando energia para o que virá. De vez em quando é preciso ficar quietinha, poupar a voz e ativar os outros sentidos. Deixar os pensamentos fluirem, para dar uma energizada, se conectar com outro universo que não seja o seu. Sair do controle, um pouco, é, falo da mania de querer controlar, de estar à frente de tudo, ser a dona da verdade, essa é uma carga difícil de carregar e muitas vezes perdemos tempo e energia com algo que não é necessáriamente seu e sair de cena às vezes é bom, para deixar o outro manifestar sua vontade e assim, ocorrer a troca necessária ao crescimento do todo.
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