domingo, 15 de janeiro de 2017

Triste constatação pós impeachment escrito em 5 de setembro de 2016 08:06

É triste constatar que poucas pessoas se dispõem a alcançar o pensamento do outro, olham e não vêem, escutam e não ouvem. O momento que vivemos no país é um bom exemplo, o primeiro movimento onde uma grande maioria das pessoas que não pensam no outro, a não ser de forma imediatista, do assistencialismo, ou que tirem proveito próprio; foram às ruas pelo impeachment da presidenta, e naquele momento, como agora, pouco se importam em acabar com a corrupção de fato, querem melhoria sim, mas preocupados em manter seus privilégios seu "status quo", com sua família e amigos. Ainda agora ficam medindo forças, qual movimento levou mais gente as ruas, qual movimento foi mais ou menos pacífico, quem falou mais ou menos errado, etc... parece-me que pouco mudamos dos tempos de colégio, das brigas de torcida. Gente a hora é largar de picuinhas, abrir os horizontes, expandir o olhar, porque afinal de que lado Você está? dos oprimidos ou dos opressores? Querem mais é continuar batendo continência, para o capital, para o poder e replicando a opressão cadeia abaixo, né? É pouco cristão isso, não acham? Temos mais é que ir pras ruas mesmo, todos. Pois afinal, todos queremos um país melhor. Não é possível que não enxerguem (mas não vêem) que Temer é um presidente ilegítimo, pois quando o Eleitor vota, vota na figura do Presidente, no caso Presidenta e na política e seu programa de governo; sim, Ele também estava lá como vice eu sei, porém quando um presidente se afasta, deve encaminhar as políticas de governo pactuadas votadas e Ele e seus asseclas ardilosamente tramaram tirá-la da presidência, barraram os projetos, o que esse processo vergonhoso de impeachment demostrou, e imediatamente começou a direcionar todas as ações contrárias ao esperado, programas onde claramente privilegia as grandes corporações, ações que promovem mais desigualdade de renda, de oportunidades para os mais pobres, ações contra os trabalhadores, etc. Afinal, que País queremos? Continuar com medo, engradados nos condomínios? Vendo a vida pela vidraça dos apartamentos, dos carros? Parem de olhar pra televisão, ouçam mais seu coração. O mundo é de todos, para todos. Uma humilde reflexão, me perdoem. Beijos no coração.

Queda do avião-Equipe Chapecoense- escrito em 30 de novembro de 2016 21:35

Queremos uma fuga, não há, um esconderijo, não existe. Resta nos encarar nossa estupidez. As análises comprovam nosso (meu?) temor; que a queda do avião que roubou a vida de setenta e uma pessoas, foi a falha humana, (como em quase todos as grandes tragédias materiais que levaram a mortes), no caso devido ao lado mais vil do caráter: a negligência/a falta do cuidado, do respeito para com a vida. Interesses comerciais e financeiros, ganância, arrogância e prepotência, acima dos valores fundamentais. Toda uma cidade chora nesse momento, todo um país sente, lamenta, Eu também por essas perdas irreparáveis. Meu sentimento também é devido, porque concretamente vi na atitude do comandante do avião (e também dono da CIA aérea) o que os políticos há décadas fazem conosco/ a população, como que levando uma grande aeronave, repleta de passageiros que pagaram alto todos os custos da viagem e no entanto somos transportados com negligência, de forma inescrupulosa, sem o devido cuidado/ respeito; onde os interesses do Capital, a manutenção do status quo, das regalias em benefício próprio, valem mais que os interesses, as necessidades do povo. E com o aval de muita gente. Sem alarde vidas se perdem todos os dias, de várias formas, matam-se sonhos, projetos, cria-se ressentimentos, planta-se o desalento, o conformismo, a desesperança. Ainda bem que tenho Cristo em mim, que me alimenta, e muitos amigos a quem contar/partilhar, pensando bem devo dar-me por feliz, muitos não sabem o que isto significa.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Natal

Esse período, o do natal, não tem jeito a gente reflete mesmo. Estou atordoada com o noticiário, com o aumento de pessoas dormindo nas calçadas, os estampidos mais frequentes, as vidas que precocemente são ceifadas das mais diversas formas, aqui, lá, acolá... vide Alepo na Síria, um povo inteiro sendo dizimado, um lugar onde crianças de tão traumatizadas não choram, não falam, não riem. Vide os olhos de desesperança. O mundo parece que virou do avesso, nossos piores medos nos rondam; no Brasil, parece que o ano de 2016 foi o ápice dos acontecimentos, das falcatruas da corrupção que de tanto tempo gestadas se transformaram num monstro que "de repente" emergiu das profundezas, rompendo o fino manto que a cobria. Confesso que demorei a entrar no clima de natal, aliás nesse que a sociedade do consumo quer que acreditemos,  o do Papai Noel que como sabem, é um palhaço (branco, todo enfeitado, abastado, vive em um lugar com neve, usa trenó, etc...) ou seja, não tem nada a ver conosco. Um certo alento tive antes de ontem; durante meus afazeres em minha área de serviço avistei o Shopping iluminado e pensei: Lá está o shopping, todo enfeitado com suas luzes cintilantes... mas Ele não me atrai. Sorri e continuei meus afazeres.              Feliz natal gente, o verdadeiro natal; o natal que vê Cristo na pessoa do irmão, da partilha, da justiça, do perdão, da tranquilidade e paz no coração. Com carinho, Ray.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Pérola perdida

Sonhei que perdi a pérola do meu anel e Ele sem Ela não passava de uma ferragem. Num dado momento olhei minha mão e lá estava o aro com os ganchos como uma boca aguardando a iguaria, aberta, vazia, sem sentido. O aro apesar de ser de ouro, sem Ela poderia ir para o lixo, não tinha valor algum.
Que triste fiquei, desamparada a olhar aquele que antes era um anel, agora vazio e vazia me sentia e me vi a procurar; imediatamente vassoura e rodo peguei, a um ou outro perguntei em vão. Lixo, muito lixo varri, água joguei e lavei, recolhi e com o olhar atento prescrustei cada vão, cada buraquinho e filtrei, debulhei cacos, folhas, detritos, procurando encontrar a pérola tão valiosa, cujo formato e cor me inspirava, enamorada como se o mundo fosse.
Atordoada acordei e ainda agora, procuro o sentido de tudo isso e continuo a procurar no vazio que sinto, a minha pérola perdida, quando foi que a perdi,  em que lugar do caminho; para percorrer de novo o percurso e quem sabe (re)encontrá-la.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Perdas e ganhos

Hoje ouvi a seguinte frase: Poucas pessoas merecem nossas lágrimas, já ouvi outras como: No mundo há 7 bilhões de pessoas e você perde tempo, se importa por uma pessoa? e outras do gênero. Mas o que fazer quando se é sensível e se percebe como somente mais um/uma dentre os bilhões do universo? Descobrir quais são seus verdadeiros amigos é a tarefa principal no jogo da vida, o tempo todo desde o acordar ao adormecer, no trabalho ou no lazer, estamos sintonizados, lançando nossos laços de sedução para angariar pessoas para o nosso lado, buscando nos olhares que se cruzam, a química necessária para estabelecer alguma conexão com o nosso Eu mais íntimo, para que possamos deixar entrever um pouco mais de nós, tirar a máscara que carregamos por medo de nos ferirem, de sofrer. Nesse descortinar muitas vezes somos surpreendidos não raras vezes negativamente, ou seja, sofremos, por desilusão, decepções e desenganos por apostar em alguém que na verdade não havíamos ganho e erroneamente tomamos como perda. Nesse jogo, ninguém quer perder e assim seguimos num eterno seduzir, um eterno lance de perdas e ganhos. Tenho prá mim que a dificuldade é que o outro dá medo de ambas as perspectivas e se Ele/nós achamos que já tinhamos algo, todos temos receio de que essa pessoa que nos seduz, nos roube o pouco que já havíamos angariado, daí muitas vezes apesar de gostar desse alguém, ficamos muitas vezes com um pé atrás, com ciúmes, inveja até do que Ele parece possuir a mais que Eu e nesse jogo corremos o risco de esquecer que no universo habitam incontáveis estrelas cada uma com seu brilho particular, diferenciado e que não há risco algum se todas brilharem, corremos o risco de perder a oportunidade de sermos mais felizes.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Descompasso

Aos poucos não se sabe quando, tudo começou a mudar. Os olhos raramente se cruzam, (algumas vezes há até alguma frieza no olhar),  o riso ficou escasso (pelo menos um para o outro), os abraços são raros, as conversas são pontuais e não com alguma impaciência. Há um certo descompasso. Ele quer espaço, têm dificuldade de administrar a atenção que sua família requer e sua atividade profissional exige, tudo se mistura. Vive como se o dia fosse o último, a mente está cheia de compromissos, o tempo é pouco para tantas coisas, tem que dar conta de tudo e de todos e se manter conectado é preciso. Todos o querem e o procuram; é bom se sentir importante, ser notícia, massageia o ego. Ela observa, está ao lado ainda que distante, pois nunca quis ser "uma pedra no meio do caminho de alguém", insatisfeita, com uma certa infantilidade espera pelo "principe" que Ele foi um dia, onde "perdiam tempo" um com o outro, com carinho e longas conversas, vê tudo com uma certa reserva/distanciamento, com ciúmes das coisas que o afastam dela. Fica na retaguarda preservando o sentimento que ainda resta, que os une. O corpo está ávido por carinho e expressões de afeto, não quer o tempo que lhe resta, o fim do dia, quando a noite chega e o corpo está cansado inclusive para a expressão do desejo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pesadelo

Que horrível essa experiência. Ter o sono perturbado, prejudicado devido a um sonho ruim é algo muito desgastante. No meu caso, esses episódios são raros; porém, quando acontecem são como não poderia deixar de ser, devastadores. Os mais sofridos são os que envolvem situações onde sou vulnerável, exposta a situações vexatórias ou em que entes queridos se apresentam em situações difíceis onde Eu não posso interferir, a não ser consolar. Me vejo rememorando, às vezes por dias esse sonho ruim, tentando lembrar os detalhes, porque acredito que por trás de um sonho desses existe uma mensagem sobre algo que é preciso trabalhar em mim, medos sem fundamento, posturas rígidas diante de determinadas situações em que na verdade não exerço controle algum, enfim fatos ou situações que mal resolvidos ou enfrentados acabam por aparecer na forma de sonhos, justamente para obter a devida atenção. Portanto, ao contrário do que parece, um pesadelo ao final pode sim, promover o amadurecimento sobre uma determinada questão e assim pensando sobre Ela nos deixar livres e mais felizes ao final.Assim espero.